Tourigo, o berço da Touriga Nacional

E se for mesmo verdade? ... estaremos preparados? Para sermos mesmo o berço da touriga nacional? Algum tempo passou desde que lançámos aqui o desafio de propor Tourigo como berço da Touriga Nacional, essa encubadora de taninos dos melhores vinhos nacionais. A ideia ganhou raízes, a início muito circunscritas, para depois "arrepiarem" caminho e lançarem a sua semente por vários sítios do cyberespaço. Porque não é todos os dias que uma freguesia tem como "marca de água" o nome de uma casta como a Touriga Nacional, siga as novidades em Tourigo, berço da Touriga Nacional

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Vinhos para nos aquecer o Inverno

Mais uma referência à Touriga e ao Tourigo.
Leiam e desfrutem...

Vinhos para nos aquecer o Inverno, Fugas (Público), 25 de Outubro de 2008.
in http://static.publico.clix.pt/docs/Fugas/FugasVinhos.pdf

Há mais vinhos para lá dos Touriga Nacional
p.21
No Dão, que reivindica para si o privilégio de ser o berço da Touriga Nacional (Tourigo, designação antiga na região), a casta passou dos 106 hectares em 1982 para os actuais 1153. No Dão a casta mais plantada continua a ser a Jaen (há alguns produtores, por exemplo João Tavares de Pina (vinhos Torre de Tavares e Terra de Tavares), que a estão a trabalhar muito bem, seguida pela Tinta Roriz, mas, nos últimos anos, o que mais se planta é Touriga.

...em ebulição

Como JSR não perde pitada destas coisas, anda a fazer a sua reportagem sobre o continente americano. Assim, melhor do que qualquer comentário, é o próprio S. da Silva a falar do Magalhães que é como o Tin-Tin (min. 1'55)...


Amanhã, nos EUA, veremos se a "baraka abana"...
Entretanto, por cá, o ministro da Economia desvaloriza as previsões da Comissão Europeia, que apontam para uma desaceleração do crescimento da economia portuguesa, enquanto um banco é nacionalizado (há qualquer coisa de PREC nisto...).
...Venha mas é o São Martinho com as castanhas!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Emissora da Beira Riso

... não precisa de palavras e vale sempre a pena recordar...

e não resistindo à cereja em cima do bolo...

"Manifestações vivas" do Touriguês

É destas preciosidades que se faz o brilho dos dias... o recente comentário do mui honrado "talhadouro" ou regoaspirante R. captou o que de mais genuíno se faz por estes lados:
Saudações Regonianas,
Apesar de ser um "outsider" nestas lides, deixo aqui o meu contributo a este património linguístico. Depois de, a convite de um ilustre confrade do Rego, ter sido presenteado com uma tarde de trabalho àrduo na Regolândia, fui testemunha de duas manifestações vivas do Touriguês: "chorar como as mimosas" e "embuziado".
E aqui ficam mais exemplos, saborosos como castanhas, do Touriguês, património cultural incontornável a preservar:
"chorar como as mimosas" e "embuziado".

Muito bom...
Sempre atentos,
Os confrades do Rego

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Topónimos | actualização

No meio de ventania, brisa fria e brilho de sol já de invernia,
eis que chega um comentário enriquecedor de AHC, que JSR agradece:



Alguns topónimos:
Tintuleiro (ou Tintoleiro?)
Vale do Chileiro
Mão-fundeira
Eira-fundeira
Rianga
Fundarrua (fundo-da-rua, mas mais interessante a 1.º forma...)

Há mais, mas por hoje chega...Um abraço!
AHC

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Sugestões: Estrunfes e Deolinda

Num dia de sol e de vento frio, como hoje, nasciam, há cinquenta anos atrás, os Estrunfes (ou Smurfs), esses seres azuis e pacíficos que viviam em cogumelos! Se encontrarem por aí algum, não estranhem, eles andem aí! Mais info. para saudosistas dos "bonecos" dos anos 80, ver em http://www.smurf.com/home-en.
Entretanto, para animar, aqui fica uma banda sonora para o fim-de-semana:


Deolinda
http://www.deolinda.com.pt/


O entendido na cena electro-acústica,
JSR
... Fon-fon-fon

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Hora de Inverno

Não se esqueçam de atrasar o relógio 1 hora de sábado para domingo!
Isto é que é um bónus...

Instantâneos de Outono

Um sopro quente no Outono.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Touriga... em busca das origens

Mais uma referência, entre muitas...

Touriga Nacional, a caminho do estrelato
por Virgílio Loureiro


Nascida no Dão, a Touriga Nacional é hoje um fenómeno de popularidade junto dos consumidores e produtores de todo o País. E mesmo lá fora, muitos voltam já os seus olhos para esta nobre casta portuguesa. (...)

Uma Casta Nascida no Dão
A fama dos vinhos do Dão é devida, em boa parte, a esta casta, que, no passado, antes da crise filoxérica, era largamente dominante nos vinhedos da região.
António Augusto de Aguiar, que em 1866 fez uma descrição dos Processos de Vinificação Empregados na Província da Beira, afirmava que o vinho desta região era, em geral, de Tourigo quase estreme.
Também o Mestre Cincinnato da Costa, na sua obra monumental "O Portugal Vinícola", afirmava, em 1900, que o Tourigo no Dão entrava nas plantações numa proporção de 9/10.
Este predomínio, quase absoluto em algumas sub-regiões, antes da filoxera é, aparentemente, estranho numa viticultura que sempre se caracterizou por uma grande promiscuidade de castas e um enorme desordenamento vitícola.
A principal explicação para tal facto reside, não só na grande capacidade produtiva e qualidade das suas uvas, mas também na sua fraca sensibilidade às doenças causadas por fungos, que lhe permitiu sobressair das restantes na difícil luta contra o flagelo do oídio na segunda metade do século passado.
Mais enigmático, porém, é o seu súbito declínio depois da filoxera. De facto, a reconstituição dos vinhedos que então se operou não permitiu manter o potencial produtivo da casta devido, provavelmente, à falta de adequação dos porta-enxertos americanos utilizados, que, enaltecendo o vigor da casta, conduziam ao seu desavinho característico. Por outras palavras, a casta passou a produzir muita parra, mas pouca uva.
Os vinhos de Touriga são maciços de cor, apresentando-se em certos anos completamente opacos Na região do Dão a Touriga Nacional é conhecida, normalmente, por Tourigo, embora se lhe reconheçam vários sinónimos, tais como Preto Mortágua, Mortágua, Elvatoiriga ou Tourigo Antigo.
Este facto é relevante, pois a existência de uma pequena aldeia, entre Tondela e Santa Comba Dão, com o nome de Tourigo constitui um argumento importante para considerar esta casta originária do Dão. Também não deixam de ser significativos os sinónimos Mortágua e Preto Mortágua, surgidos a partir do topónimo da vila vizinha de Santa Comba Dão. Em contrapartida no Douro não se lhe conhece nenhum sinónimo com conotação geográfica.

Os estudos de variabilidade genética demonstraram que o seu coeficiente de variabilidade é muito grande, tanto no Douro como no Dão, sugerindo que é cultivada, nas duas regiões, desde um passado longínquo. No entanto, esta variabilidade é sempre maior no Dão, confirmando as descrições da maioria dos autores antigos, que a consideraram sempre mais cultivada no Dão que no Douro. Há mesmo um autor anónimo, em 1849, citado por Pinto Menezes, que refere que a Touriga foi introduzida no Douro para dar côr aos vinhos, pois em Inglaterra tinham passado de moda os vinhos descorados e começavam a ser preferidos os vinhos mais carregados de côr.

in "Revista de Vinhos", nº 146, Janeiro de 2002 , cit. in http://www.domteodosio.com/po/red.html?id=22, acesso em 17.10.2008