Tourigo, o berço da Touriga Nacional

E se for mesmo verdade? ... estaremos preparados? Para sermos mesmo o berço da touriga nacional? Algum tempo passou desde que lançámos aqui o desafio de propor Tourigo como berço da Touriga Nacional, essa encubadora de taninos dos melhores vinhos nacionais. A ideia ganhou raízes, a início muito circunscritas, para depois "arrepiarem" caminho e lançarem a sua semente por vários sítios do cyberespaço. Porque não é todos os dias que uma freguesia tem como "marca de água" o nome de uma casta como a Touriga Nacional, siga as novidades em Tourigo, berço da Touriga Nacional

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Ideias em fermentação

Existem várias referências bibliográficas que apontam o Tourigo como origem da casta Touriga Nacional, tal como já avançámos noutros posts. No entanto, não é só por cá que se une com forte gravinhas Tourigo à Touriga Nacional. JSR andou a pesquisar e eis os resultados:

Oz Clarke's Grapes and Wines: The Definitive Guide to the World's Great Grapes and the Wines They Make
Por Oz Clarke, Margaret Rand
Publicado por Harcourt Trade Publishers, 2007
ISBN 0156032910, 9780156032919
"There is a village called Tourigo in the Dao, and nearby is another village called Mortagua...
."
Port and the Douro
Por Richard Mayson
Publicado por Mitchell Beazley, 2004
ISBN 1840009438, 9781840009439
"It is sometimes known here as Preto Mortagua and there is a village in the heart of Dao between Santa Comba Dao and Tondela named Tourigo. ..."
Ref. já mencionadas:
  • Gonçalves, Elsa M.F., 1996, Variabilidade Genética de Castas Antigas de Videira
  • Matoso, António Manuel Martinho, 1985, O concelho de Tondela - História e Património
Sugere-se ainda a leitura da reportagem O Regresso áureo do Dão, BlueWine, in http://www.essenciadovinho.com/bluewine/php/reportagens.php?id=25:
No Dão, o exemplo é notório na reconversão e replantação, que surte os seus frutos. Relevante mas polémico é o caso da Touriga Nacional. Para Calisto Mouta, da CVR do Dão, a aposta nas castas nacionais Tinta Roriz, Alfrocheiro e Touriga Nacional “foi essencial neste recomeço”. A notoridade da região “foi conseguida com a Touriga Nacional, até porque antes da filoxera havia 91% de Touriga Nacional plantada na região, o que demonstra que este é o seu ‘habitat’ natural e, numa prova cega desta casta, a que aparece com mais exuberância é a Touriga do Dão”, acentua Calista Mouta. Aliás, terá sido aqui o “berço da Touriga”, onde afectivamente lhe chamam “tourigo”.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Tourigo e Touriga Nacional: sem dúvida, imagens que marcam!

Mais um passo está dado para que Tourigo se afirme no mapa, como o berço da casta lusitana Touriga Nacional.
As ideias são como os cachos: vão amadurecendo e depois de colhidos pelas meigas mãos dos que vindimam, dão generosamente os seus resultados no néctar precisoso do Dão.
Não foi assim há muito tempo que JSR começou por lançar aqui a ideia do Tourigo ser a zona de origem da Touriga Nacional.
Parece fazer todo o sentido e questionamo-nos porque é que esta ideia não foi ainda aprofundada e explorada nas suas variadas vertentes, o que poderia ter, como já dissemos anteriormente, reflexos ao nível da promoção turística do Tourigo.
Senão, vejamos o recente exemplo do programa que "Imagens de Marca" (ver mais detalhes na notícia "Reportagem Imagens de Marca - Região de Viseu" do TourigOnline). O mote está lançado e, numa altura em que o enoturismo está em voga, a cada época de vindimas findada, é também mais uma hipótese que passa para congregar atenções para o Tourigo.

Aqui fica um brinde aos jornalistas do "Imagens de marca" que se interessaram pelo assunto e à equipa do TourigOnline que se lembrou da Confraria do Rego. Estamos honrados em termos podido ajudar.
Entretanto, a todos quantos queiram partilhar o vosso conhecimento e opinião sobre o tema, são bem-vindos.
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Imagens de Marca - excertos
Quebrar o gelo das marcas, em Viseu
Terão os vinhos de Portugal nascido no Dão, de uma dádiva de Baco? E se assim foi, talvez essa dádiva tenha sido plantada na aldeia de Tourigo, numa casa que já foi uma comunidade monástica, e aí tenha sido baptizada de Touriga.
O certo é que a Touriga Nacional é hoje considerada a rainha das castas tintas portuguesas e, na minha opinião, aquela que pode dar estrutura internacional à marca dos vinhos portugueses.
A Touriga Nacional é uma marca activa há já alguns séculos. Foi a casta que prevaleceu na região do Dão até ao séc. XIX e que foi muito relevante no Douro antes da invasão da filoxera. Depois passou de casta principal a casta maldita - produzia muita parra e pouca uva e assim ficou conhecida. Mas como a qualidade nos vinhos sempre foi determinante, hoje é a casta mais elogiada em Portugal. (...)
Criada no Dão e educada no Douro, a Touriga Nacional é hoje uma casta adulta, supra-regional e que tem despertado interesse um pouco por todo o mundo, constituindo uma oportunidade única para afirmar, internacionalmente, a marca dos vinhos portugueses. (...)
A Touriga Nacional é uma das grandes marcas do nosso país, e pela excelente reputação que tem conquistado um pouco por todo o mundo, pode bem ser o cavalo de Tróia que precisamos para posicionar a marca dos nossos vinhos nos mercados internacionais.
Mas neste, como em muitos outros casos, não bastam as dádivas de outros “Bacos”, nem é suficiente a qualidade intrínseca dos produtos. É urgente modernizar, divulgar e, sobretudo, concertar uma estratégia nacional de demarcação e protecção desta nossa marca.
Os grandes empreendimentos do futuro fazem-se de pequenos gestos no presente, pelo que apenas um copo da nossa Touriga de Portugal, possa ser o quanto baste para descongelarmos todo o potencial das nossas marcas.
No centro de Portugal
Nesta região protegida por inúmeras serras é fácil encontrar um lugar tranquilo, verde, onde se respira ar puro mas também é fácil encontrar sinais de uma indústria forte, uma indústria que aposta na situação geográfica de Viseu, hoje dotada de boas infra-estruturas rodoviárias, como uma opção estratégica. Para muitos, a centralidade de Viseu é um atractivo e a proximidade com Espanha abre a porta para outros mercados.
Mercados onde também chega o vinho português, incluindo o Dão, que está a ganhar novamente o vigor de outros tempos. E se o local de nascimento de D. Afonso Henriques pode levantar algumas dúvidas, a origem de outros símbolos portugueses não parece não causar grandes hesitações. Um dos maiores aliados do Dão terá nascido aqui e também eleva o nome do nosso país e dos nossos vinhos. É uma casta e chama-se Touriga Nacional.
in http://imagensdemarca.sapo.pt/opinioes/detalhes.php?id=1112

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Beneficiação da Levada do Tourigo

Numa altura em que decorrem os melhoramentos da ER 228, encontrámos no "REGOogle" uma referência histórica ao Rego, em concreto sobre a beneficiação do mesmo:

Arquivo coimbrão, p. 183
Em 1956, realizou a Direcção Hidráulica do Mondego, em colaboração com os proprietários interessados, dada por intermédio do Grémio da Lavoura, a obra de Beneficiação da Levada do Tourigo, no concelho de Tondela, levada antiquíssima, sobre a qual existem referências a sentenças judiciais imemoriais, e que media 2.905 metros.

Levadas, talhadouros e caleiros há muitos, mas como este rego de 2.905 metros e sobre o qual existem registos de "sentenças judiciais imemoriais"... nem por isso!

Um Rego, um ano... 1.º aniversário!

Onde tudo começa
REGO...
Cerca de 3000 metros de paciente caminhada.

Desde a nascente, onde se domestica, passando pelas "Almas" e moínhos, até chegar à "Poça". Património cultural, físico e ambiental de reconhecida importância que deve ser acarinhado e preservado.
Um ano em redor dele, correndo pela sua veia e desaguando pelos talhadouros virtuais mais perto de cada um de nós.
Uns tornaram-se regantes atentos, outros regófilos, regantes com 3 horas de água, outros ainda "sem Rego" ou mesmo homo regus...

... enfim, inventou-se o "Regonês", as "Tainadas", as "Chanfanas" e outras andanças que tais. No Rego com os tachos passou a ser um ponto alto da gastronomia regoniana e as incursões da National Regography desbravaram caminho. Não que ninguém o tivesse já feito (não se inventou a roda, claro está!... ou melhor, a mó... apenas a tentámos mover outra vez, desta feita, de forma diferente).
Falou-se ainda do potencial turístico desta "coluna vertebral aquática" tão antiga e fomos, em caminhadas marcantes, até aos moínhos "escondidos", não sem antes dar conta da fauna e da flora destas paragens (as chibitas, as frísias e malhadas, a palha ponta e a palha da burra, etc.).
A "Agência Rego" procurou estar atenta aos comentários de todos e deu notícia de vários eventos e projectos (quem não se lembra dos acessos ao novo aeroporto pelas Pousadas, do Regonário e da Regoterapia? Ou até da Tribo dos Sem Bunda em paragens de Viseu? Ou dos acessos à auto-estrada do Centro?).

João sem Rego interessou-se ainda pela Touriga Nacional e, timidamente, abordou a ideia que mais parece fazer sentido: a de que Tourigo poderá ser o berço da casta de uva mais famosa de Portugal, a Touriga Nacional.
Para além disso, arregaçou as mangas e andou pia cima, pia baixo a escutar as expressões do Touriguês e à procura de notas sobre o Manuscrito do Rego, não sem antes recordar o Posto do Leite (origem do leite com gás).

Para além do interesse por outros regos (Piódão, por ex.), tudo isto se passou no Reino Maravilhoso do Rego, onde houve lugar para desportos diversos (rally do Rego e a Rampa do Rego; Touriguistão; temporada especial "Rego.TE", com regatlo e futRego) e artes (como a poesia e o Museu do Rego em parceria com o Comendador João Bernardo da Tojosa).

... Por fim e para todos, há a Confraria e o Leite Com Gás, que hoje fazem um ano... sempre a borbulhar!
Bem haja!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Qualidade da água e o gás lacteo do Rego

Estão a ver?!?! A importância da água é indiscutível. E a nós, por sermos uma Confraria com origem aquática (com outras derivações mais gasosas, entenda-se), preocupa-nos as notícias que vêm pelos caleiros virtuais, ainda para mais depois de se ter assinalado ontem o Dia Mundial da Água. Desta feita, é sobre a qualidade da água consumida pelos portugueses:
Milhares de portugueses continuam a beber água contaminada com bactérias nocivas à saúde. Cerca de 65 mil pessoas são servidas por sistemas de abastecimento onde, em 2007, todas as análises efectuadas revelaram a presença de Enterococos, segundo dados do Instituto Regulador de Águas e Resíduos (IRAR). Em 2006, eram 71 mil.

Ora, se isto são estatísticas nacionais, que extrapolação poderá ser feita para o Rego e arredores? A Agência Rego foi ver o que se passava e, nas Águas do Planalto, estão disponíveis dois relatórios trimestrais de 2008 para o concelho de Tondela (sendo que Tourigo aparece apenas no primeiro).
Como não especificam o Rego, fazemos apenas fé na acção desinfectante do gás lacteo destas paragens!

Bicicletada a partir do Tourigo

Pergunta feita, resposta obtida:

Não será uma caminhada no seu sentido literário, mas antes uma bicicletada.
A hora de reunião está, então, marcada para as 8h30 do próximo domingo, por baixo do castanheiro que dá cobro à AFERT.
Necessário será apenas levar a dita cuja de duas rodas, de preferência com os pneus cheios, bem como o capacete e a roupa adequada. Eventualmente algum reforço para ir animando o estômago durante o passeio.

A partida será às 9h em direcção ao percurso que aqui poderão observar: http://tourigo.com/publico/BTTourigo.jpg.

O Rego estará presente, nem que seja pelo facto de também ele desaguar, por via indirecta, nos braços do Mondego lá para os lados da Aguieira.


Pelos trilhos do Rego,
JSR

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

5 de Outubro: a caminhar até à Aguieira

Destacamos aqui o que um atencioso leitor regante avançou num recente comentário:

"No próximo domingo [5 de Outubro], a manhã está já dedicada a uma voltinha no sopé do nosso Caramulo, até vales da Aguieira, onde o famoso líquido do esporão se junta com os seus congéneres do Mondego. Uma volta com alguns quilómetros que tem hora de saída marcada para as 9h da manhã."

Desde já, agradecemos a informação.
No entanto, gostaríamos que fossem providenciadas mais indicações sobre a caminhada (ex.: local da partida, logística necessária, etc.), para que todos os que estiverem interessados possam participar!

Outubro em festa

Já chegou o mês de Outubro...
O mês em que, há um ano, nascia a borbulhagem do Rego...
Mês (ainda) de vindimas, de jeropiga, castanhas, da República, de festa... Aqui fica um exemplar da festa (constante) no reino maravilhoso!



Hoje comemora-se também o dia nacional da água... e, por associação, de todos os regos de Portugal.
JSR teve acesso às conclusões das análises feitas pela Quercus, que revelam níveis insatisfatórios das águas de 14 rios e ribeiras portugueses. Assim e não ficando satisfeitos com a situação geral, podemos pelo menos fazer fé na pureza do Rego e do seu gás, que alimenta a agricultura e a imaginação do Tourigo.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Confrades a toda a velocidade

São João do Monte, domingo, 28 de Setembro de 2008, 9.00 da manhã, sol radiante e boa temperatura.
As alturas na serra requisitavam a presença dos mais afoitos. Velocidade, subidas e descidas, quedas e arranhões... tudo em duas rodas e muita vontade de participar e percorrer mais um trilho neste corpo serrano do Caramulo.
Consta que houve confrades nestas andanças... mas, quando a torre sineira recordava o meio-dia e meia, ainda nenhum tinha chegado.
Por certo, encantado com as paragens!

É de iniciativas desta (ver em http://adcr-saojoaodomonte.blogspot.com/) que se faz o caminho, caminhando (ou melhor, pedalando)!


















quarta-feira, 24 de setembro de 2008

A energia do Rego e os regos de Portugal

*
Ontem, foi apresentado o primeiro parque de ondas pré-comercial do mundo, situado no norte de Portugal.
JSR esteve lá, como não poderia deixar de ser.

Muito fustigado pelos jornalistas para saberem novidades sobre o projecto piloto do Rego, JSR avançou apenas que se trata de um projecto que visa analisar o potencial do Rego (aos mais variados níveis: energético, terapêutico, etnográfico, etc.), com especial atenção para as aplicações do leite com gás, numa altura em que tanto se fala do leite contaminado proveniente da China.
E, para não levantar ondas no Rego, JSR afirmou, uma vez mais, que o leite com gás, a pérola do Rego, mantém intacta a sua pureza bacteriológica, atestada pela bateria de análises feitas regularmente.

Entretanto e quando calha, JSR tem andado a recolher registos de outros regos.
Desta feita, no Piódão, esse concentrado de encanto do regaço serrano.
Na verdade, melhor do que as palavras é ir lá, com tempo, e viajar pelas dobras dos cotovelos de uma serra, que tanto parece aconchegar os que lá vão, como dá a sensação de ser indiferente aos que, feitos formiguinhas, a descobrem.

Para lá desta maravilha, outras paragens têm regos famosos, como Alvarenga lá para os lados de Arouca, onde corre a água do Rego do Boi pela carreira de moinhos. Ver fotos e blog.

* adaptação de imagem disponível em http://static.publico.clix.pt/homepage/infografia/ambiente/pelamis/, acesso a 23.09.2008.