Tourigo, o berço da Touriga Nacional

E se for mesmo verdade? ... estaremos preparados? Para sermos mesmo o berço da touriga nacional? Algum tempo passou desde que lançámos aqui o desafio de propor Tourigo como berço da Touriga Nacional, essa encubadora de taninos dos melhores vinhos nacionais. A ideia ganhou raízes, a início muito circunscritas, para depois "arrepiarem" caminho e lançarem a sua semente por vários sítios do cyberespaço. Porque não é todos os dias que uma freguesia tem como "marca de água" o nome de uma casta como a Touriga Nacional, siga as novidades em Tourigo, berço da Touriga Nacional

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Regulamento da Confraria VII


Artigo 15.º
Regosfera

A Confraria do Rego, consciente da envergadura espontânea já alcançada pelo movimento na Internet - a Regosfera, criou o respectivo blog em http://confrariadorego.blogspot.com/. Neste, são registadas todas as informações relativas às actividades e encontros da Confraria, mediante a publicação de relatos, artigos, pesquisas, receitas, entrevistas, etc..


to be continued...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Regulamento da Confraria VI

Artigo 14.º
Encontro anual, encontros da estação e outros

1. A Confraria, através da Agência Rego, organiza e leva a cabo todas as actividades que concorram para o cumprimento dos seus objectivos e promovam o convívio entre os confrades regonianos.

2. Todos os anos, em redor do dia 6 de Outubro, sempre ao fim-de-semana, tem lugar no Tourigo o Encontro do Rego, efeméride principal de todos os que rejubilam no espírito regoniano. Este Encontro, cujo local e festividades associadas são anualmente determinados, tem sempre de passar, no início, meio ou no fim, pelo local de origem ou do boom regoniano: o Café do Bom Sucesso do Tourigo (independentemente de, à data, a sede da Confraria ser noutro lugar).

3. Sempre que possível, a Confraria do Rego promoverá quatro Encontros da Estação (Primavera, Verão, Outono e Inverno), cabendo à Assembleia Regoniana a decisão quanto à data e actividades correlacionadas. Os encontros serão realizados ao fim-de- semana ou feriados.

4. As Tainadas são outros dos eventos de importância superior, que se realizam sempre que os Confrades assim decidam, devendo realizar-se, pelo menos, uma vez por ano e podendo coincidir com os outros eventos regonianos. As Tainadas contribuem para o maior e mais saudável convívio gastronómico regoniano e cumprem o objectivo de fomentar o estudo e a divulgação do património gastronómico do Rego. Das Tainadas devem resultar as receitas a divulgar na regosfera, no espaço No Rego com os tachos.

5. Para além destas iniciativas, a Confraria organizará, sempre que lhe aprouver e preferencialmente na Primavera e no Verão, as Expedições National Regography, promovidas na partilha do espírito da aventura ao Rego, convertendo-se em ocasiões de carácter vital que contribuem para a exploração, conhecimento e interiorização do Rego ou de áreas geográficas que se relacionem, directa ou indirectamente, com o Rego.

6. Todos estes eventos têm duração ilimitada, tendo contudo em superior consideração os interesses e reivindicações dos menores a cargo dos confrades.

7. Todos os encontros e actividades mencionados neste artigo são registados, em acta, por um confrade, cuja nomeação é feita por ordem alfabética. A acta deve ser entregue a João sem Rego, que decide da publicação total ou parcial da mesma no blog.

to be continued...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

O Regonês

Num comentário a uma mensagem recente, que desde já agredecemos, alguém assinou como sendo "Regante".
Ao vermos este nome, o mesmo remeteu-nos para uma espécie de dialecto, o galramento de Molelos.
Neste dialecto existem termos como "nadante" (peixe), "fungante" (nariz), "longante" (relógio). Ora, o sanofo e girado termo - regante - é perfeito para nos referirmos a todos quantos visitam o blog da Confraria.

Com tudo isto, já nos podemos orgulhar de uma nova família de palavras no Português -
o Regonês:

Rego - o Rego do Esporão
Regar - referir-se ao Rego
Regotar - identificar prioridades no desenvolvimento estrutural no vale do Rego
Regante - o que participa na Regosfera, sinónimo de Regosferiano
Regonês - linguagem do Rego, própria dos regonianos
Regosfera - comunidade cibernauta do Rego ("Um novo movimento que surgiu.Uma nova “corrente pensadora”. Um tsunami crítico que galga pelas praias da humanidade.")
Regosferiano/a - o que participa na Regosfera, sinónimo de Regante
Regonário - Observatório do Rego
Regoterapia - actividade terapêutica própria do Rego, por aplicação do Leite Com Gás (LCG)
Regoniano/a - membro da Confraria do Rego, independentemente de ser Rego, Moinho, Talhadouro, RegoMor ou RegoContribuinte
Regography - nome que se dá ao estudo do Vale do Rego
Regocultura - actividade centenária relativa ao aproveitamento da água do Rego para a agricultura do Tourigo
Regónio - elemento químico que integra a molécula do LCG, pertencente à família dos gases, pouco conhecido e estudado, dada a sua especificidade e raridade na Natureza.
etc.

E é assim que o espírito do Rego se espalha como práusia fresca por esses campos da regosfera!

Muntinásio comovido pelas mensagens dos que vêm zular do nosso Rego!

Com um granjoeiro abraço,
JSR

Regulamento da Confraria V

Artigo 13.º
Chanfanas e outras contribuições


1. Todos os confrades devem proceder à apresentação das chamadas chanfanas (ou seja, ao cumprimento das quotas), anualmente, antes do Encontro do Rego.

2. O universo das chanfanas reporta a géneros, revertendo-se no mínimo em minis. Caso uma Tainada coincida com o Encontro do Rego, as chanfanas concretizam-se especialmente na apresentação de géneros, tais como: ingredientes da chanfana à moda do Rego, bacalhau do Rego, enchidos do Rego, Rego no prato, néctares Dão-Lafões, etc..

3. Cabe à Agência Rego verificar a conformidade da situação das chanfanas.

4. Existem ainda outras contribuições, de natureza diversa, eventualmente provenientes do auxílio dos RegoContribuintes.

to be continued...

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

4 meses de Rego

Parabéns!
Hoje assinala-se os 4 meses desta mui querida Confraria!
Tão pouco tempo já percorrido para tanta coisa que ainda há para fazer.
A Confraria agradece a todos os que a visitam, em especial pelos comentários e ideias que vão deixando. Todos contribuem para aumentar o caudal do Rego, esse leito de tradições e aventuras.
Comovido,
JSR

Saltar o Rego

Começa hoje, quarta-feira de cinzas, a Quaresma, período de quarenta dias que antecede a Páscoa.
Associadas a esta quadra, existem diversas tradições e uma delas relaciona-se com o Rego.
Não o nosso Rego mas outro homónimo, lá para os lados de Loureiro (Oliveira de Azeméis).

Esta tradição chama-se "saltar o Rego" e reza assim:

Tradição centenária, parte profana das celebrações cristãs da Páscoa, "saltar o rego" é o nome dado às corridas de cavalos realizadas nas segundas-feiras de Páscoa.
Se esta prática tem hoje este nome, tal deve-se ao facto de, até há cerca de cinquenta anos, ter existido um rego de água que atravessava o Largo de Alumieira, em Loureiro.

Nesse largo, na grande feira anual da Páscoa, havia uma grande venda de animais, nomeadamente cavalos e burros. Os vendedores, para evidenciar as qualidades dos equídeos, galopavam alguns metros e obrigavam-nos a saltar esse rego de água, utilizado para o regadio dos campos próximos. Os cavalos, as mulas, os burros... já só eram vendidos depois de testados nesse salto ritual.
Até onde a memória se perde, esta prática tinha apenas um carácter utilitário, ou seja, o objectivo era mostrar as qualidades físicas dos animais a potenciais compradores.
Mas, a pouco e pouco, este carácter prático foi-se perdendo. A assistência era cada vez maior, entusiasmada e divertida com este espectáculo equestre.

Com o tempo, o "saltar o rego" foi-se incorporando na grande feira da Páscoa, dando-lhe uma identidade única e peculiar. Chegaram a banda de música, os ranchos folclóricos e os grupos musicais; os carrinhos de choque e as tasquinhas. Morreu a feira de gado e utilidades agrícolas; nasceu o arraial.
Hoje, "saltar o rego" denomina corridas de cavalos, realizadas numa estrada lateral ao Largo de Alumieira, com cerca de 200 metros. Estas corridas são divididas em eliminatórias e finais, consoante o número de concorrentes, sendo atribuídos prémios aos vencedores.

Esta prática atrai milhares de curiosos que, em memória dos tempos passados, mantém o nome centenário.
in http://www.prof2000.pt/users/aif/0PaginaPrincipal.htm.

Já no que toca à Confraria, "saltar o Rego" tem outro significado e acontece sempre que um novo membro se junta ao espírito do Rego.

JSR

As origens de Tourigo: nome e lenda

De que vozes fala o nome "Tourigo"?
Há algumas referências a este nome que tentámos elencar algumas delas, por ser interessante saber o que se escreve sobre Tourigo.

Assim, quer seja pela lenda quer seja pelas referências históricas concretas ao Tourigo, uma coisa é certa: todas elas remetem para uma ideia próspera do Tourigo. Senão vejamos logo pela origem germânica do nome Tourigo (Theode + Rik), que pode também derivar do nome germânico "Teodorico" (cf. Teodorico o Grande, conhecido pelos romanos como Flavius Theodoricus, foi rei dos godos orientais, os ostrogodos, governante da Itália e regente dos visigodos, in wikipédia):

Nomes germânicos: Sangemil, Teomil, Tourigo

THEODE-: "Pueblo"
Y en Portugal: Domonde, Q. do Teimonde, Tagilde, Tarei, Teamonde, Teimão, Teobalde, Teomil, Togilde, Tosende, Tourago, Tourém, Tourigo, Touris, Touriz, Tugilde, Tuido, Tuisendes, Turiz...

REK- y -RIK: "Poderoso, Rico"
Y en Portugal: Q. de Recemonde, Recarei 4, Regoufe 3, Regufe, Requesenda, Requiães 5, Requião, Requim, Rocamonde, Rocamondo... Y Aberiz, Adorigo, Alderiz, Aldriz, Algeriz, Almarigo, Almoriz, Alpedriz, Ancariz, Anceriz, Argeriz, Ariz 3, Beiriz 3, Brandariz 2, Calhandiz, Calhariz 2, Castorigo, Contriz 2, Destriz, Eirigo, Eiriz 9, Erigo, Escarigo, Escaris, Escariz 7, Esmerices, Esmeriz, Esmorigo, Esmoriz 5, Espariz 3, Esperigo, Esteriz, Flariz, Formarigo 2, Formarigos, Formariz 4, Freiriz 2, Fromarigo, Fromarigo, Gandariz, Gomariz, Gondoriz 3, Gontariz, Guldrez, Laboriz, Lamarigo, Lavaris, Leboriz, Lestriz, Letrigo, Lobrigos, Lorigo, Lourigo, Louriz, Manariz, Mariz 3, Marize, Marmoriz, Meitriz, Mourigo, Mouriz 3, Mourizes, Oriz 2, Queirigo, Queiriz 2, Quetriz, Reirigo, Reiriz 3, Reriz 2, Rodrigo, Romarigães, Romarigo, Romariz 4, Rorigo, Roriz 7, Sabarigos, Sabaris, Sabariz 6, Sanariz, Sanceriz, Sandrigo, Secerigo, Selhariz, Senhoriz, Tourigo, Touris, Touriz, Tralhariz, Troporiz, Turiz, Variz, Veirigo, Viariz...

cf. info. em "El Nombre de los Antepasados: Toponimia Gallega de Origen Antroponímico (I v2.0)",
http://www.celtiberia.net/articulo.asp?id=2133

LENDA DO TOURIGO:
"Conta-se que em tempos idos se chamava a esta terra Póvoa dos Panascais, aquando da vinda da água do Esporão, os poucos habitantes desta terra, resolveram para comemorar a grande alegria que esta água lhes trazia (ia regar os seus campos e mover os moinhos que ao todo eram seis) matarem um touro e fizeram uma festa.
Resolveram que o nome desta terra seria uma reminiscência desse facto e puseram-lhe o nome de Tourigo. A prova (não documentada) do valor desta lenda entre as gentes do Tourigo, está no facto de, aquando da inauguração do hospital de Tondela, todas as povoações do concelho se integraram num cortejo e levaram as suas ofertas, o Tourigo levou um Touro como símbolo da terra além de outras ofertas."

cf. info. actualmente indisponível em http://tourigo.blogspot.com/ (acesso em 2007).

JSR

Regulamento da Confraria IV



Artigo 12.º
Órgãos


1. São órgãos directivos da Confraria o Concílio dos Regos e a Assembleia Regoniana, não havendo oficialmente um Conselho Fiscal.


2. Do Concílio dos Regos fazem parte os que tiveram presentes no acto fundador no Café do Bom Sucesso, a 6 de Outubro de 2007, no Tourigo.


3. Da Assembleia Regoniana fazem parte os Regos, os Moinhos e os Talhadouros, embora estes últimos não possam votar para a escolha do grupo de confrades encarregues de executar o plano de actividades anual da Confraria (i.e., membros temporários da Agência Rego).


4. A Agência Rego é o órgão encarregue de executar o plano anual de actividades da Confraria, por ela proposto e aprovado pela Assembleia Regoniana, por altura do Encontro do Rego. Fazem parte da Agência Rego todos os confrades escolhidos anualmente, por aclamação unânime pela Assembleia Regoniana, devendo constituir-se por um conjunto, no mínimo, de dois confrades (Regos e/ou Moinhos), não tendo limitação de membros. Caso não haja apresentação espontânea de candidatos a membros da Agência Rego, cabe à Assembleia Regoniana escolher dentre os presentes no Encontro do Rego, que devem aceitar essa decisão com espírito de missão. Da Agência Rego faz parte, a priori, João sem Rego.


5. O órgão consultivo da Confraria recai sobre João sem Rego.


to be continued...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Regulamento da Confraria III


Artigo 8.º
Admissão

1. A admissão dos sócios é da competência do Concílio dos Regos, mediante proposta subscrita pelo candidato e por dois Moinhos, que são os proponentes.
2. Da deliberação tomada nos termos do número anterior cabe recurso para a Assembleia Regoniana, sem prejuízo desta ratificar sempre a decisão do Concílio.

Artigo 9.º
Direitos dos Confrades

São direitos do confrade:
1. Ter direito aos direitos;
2. Participar em todas as iniciativas promovidas pela Confraria do Rego, utilizar quaisquer serviços, assim como colaborar na realização dos seus fins;
3. Participar nos trabalhos e discussões das Assembleias Regonianas; e
4. Publicar ou fazer publicar as suas opiniões no blog da Confraria.

Artigo 10.º
Deveres dos Confrades


São deveres do confrade:
1. O cumprimento dos estatutos, regulamentos e demais deliberações internas;
2. O comportamento com zelo e disponibilidade, em face de ser confrade regoniano;
3. O exercício com responsabilidade das tarefas que lhes sejam atribuídas;
4. A colaboração leal e efectiva às iniciativas para que os órgãos sociais (Concílio dos Regos e Assembleia Regoniana) o solicite; e
5. O cumprimento da contribuição esporádica das chanfanas (vulgo quotas), e outros encargos fixados pela Assembleia Regoniana.

Artigo 11.º
Perda da condição de Confrade


1. Perde a qualidade de confrade o que a ela renunciar formalmente, por carta enviada ao Concílio dos Regos ou publicada no blog, e o que se atrasar injustificadamente no cumprimento da contribuição das chanfanas, por um período superior a doze meses ou se a qualidade dos géneros apresentados não forem do agrado dos Regos.
2. Perde ainda a qualidade de confrade aquele cuja conduta seja contrária aos objectivos da Confraria, ainda que neste último caso a exclusão seja da exclusiva competência da Assembleia Regoniana.


to be continued...

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Regulamento da Confraria: Art. 6.º e 7.º

Artigo 6.º
Constituição

1. A Confraria é composta por um número ilimitado de confrades. Podem ser sócios todos os que se mostrem interessados em aderir aos princípios, objectivos e finalidades da Confraria quer sejam pessoas singulares quer pessoas colectivas, independentemente do sexo, raça, credo, ideologia política (futuros ex.; actuais futuros primeiros, etc.), nacionalidade ou mesmo preferências clubísticas, cujos fins e prática se articularem com os objectivos da Confraria do Rego.

2. A admissão de novos confrades está sujeita à aceitação, por unanimidade, e realiza-se anualmente no Encontro do Rego, sendo publicitada no blog da Confraria.

Artigo 7.º
Categorias de confrades


1. Existem os seguintes tipos de confrades:
- Regos (ou regoFundadores): os que estiveram presentes no acto fundador no Café do Bom Sucesso, a 6 de Outubro de 2007, no Tourigo;
- Moinhos (ou regoEfectivos): todos os que, passado o primeiro ano ou o período de regoquarentena, são efectivamente entronizados como confrades por ocasião do Encontro do Rego;
- Talhadouros (ou regoAspirantes): todos aqueles que, manifestando o seu interesse em fazer parte da Confraria, têm de passar pelas provas de admissão e, ao passar, ficam num período de nojo, vulgo regoquarentena;
- Regos-mor (ou regoHonorários): todos os habitantes anciãos do Tourigo que têm actualmente terras que usufruem da água do Rego (vulgo “herdeiros do Rego”);
- RegoContribuintes: a pessoa ou instituição que se comprometa a auxiliar a Confraria, mediante contribuição.

2. Para além de todas estas categorias de confrades, existe ainda um confrade que não se enquadra em nenhuma categoria mas que, por natureza e mérito, é o Confrade Primeiro antes de todos: João sem Rego (JSR). Esta é a figura carismática da Confraria. Fala em nome da Confraria e tem poderes de representação institucional da Confraria, em todos os eventos e negociações para os quais a sua presença, decisões, pareceres e traulitadas sejam requisitados.


to be continued...