Tourigo, o berço da Touriga Nacional

E se for mesmo verdade? ... estaremos preparados? Para sermos mesmo o berço da touriga nacional? Algum tempo passou desde que lançámos aqui o desafio de propor Tourigo como berço da Touriga Nacional, essa encubadora de taninos dos melhores vinhos nacionais. A ideia ganhou raízes, a início muito circunscritas, para depois "arrepiarem" caminho e lançarem a sua semente por vários sítios do cyberespaço. Porque não é todos os dias que uma freguesia tem como "marca de água" o nome de uma casta como a Touriga Nacional, siga as novidades em Tourigo, berço da Touriga Nacional
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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Sopa aquece o rego - sopa termodinâmica do Rego


O Rego esteve congelado, quase durante um ano... O que o poderia descongelar, dar-lhe um novo fôlego... ou não?! Nada melhor do que a quentura das malgas de um caldo mais que saboroso e apreciado.
Passamos a explicar: a recriação da feira foi o contexto, o adereço básico para lançar os convivas em mais uma aventura nesta aldeia da serra do Caramulo.
Para lá da feira, destaca-se a ideia de um grupo de voluntários que meteu mãos à obra e deu frutos... ou melhor, deu malgas de caldo verde, tendo o preço do caldo revertido a favor do Lar do Tourigo. Pois é, aproveitando as potencialidades do Rego e da sua temperatura amena, quando necessário, o caldo verde foi delicada e minuciosamente aconchegado nas águas serenas do Rego. As malgas deixaram-se banhar, arrefecendo o caldo até à temperatura ideal (pois toda a gente sabe que caldo quente de mais queima o prazer da degustação!). Assim, mais uma vez o Rego foi um silencioso mas atencioso anfitrião de mais um convívio de tempero a gosto, em Agosto, após uma sardinhada, com o pessoal e a malta e um final de tarde quente! Para outras calendas, fica o projecto das termas do Rego e o aproveitamento, em escala, da sopa termodinâmica do Rego!!!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

X Festival de Sopas da Serra da Estrela

Como o tempo já pede "sopas e descanso", aqui fica mais uma sugestão: no próximo dia 15 de Novembro, no recinto da Adega Cooperativa de S. Paio, terá lugar o X Festival de Sopas da Serra da Estrela.
O Chefe Hernâni Ermida, autor e apresentador de diversos programas e livros ligados à gastronomia, vai presidir ao júri deste evento, organizado pela ADRUSE - Associação de Desenvolvimento Rural da Serra da Estrela. À semelhança de anos anteriores, a concurso vão estar diversas sopas onde os produtos locais da Serra da Estrela, são a base das receitas das sopas que por alturas de São Martinho promovem e valorizam os saberes e sabores de toda a região.Este ano vão estar a concurso 28 sopas, oriundas dos 5 concelhos da zona de intervenção da ADRUSE.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Castanha e deliciosa

Tarte de Castanhas

Ingredientes
250 g de farinha
1 pitada de sal
70 g de açúcar
1 ovo
125 g de manteiga amolecida
Farinha para polvilhar
Papel de alumínio
Feijão seco
600 g de castanhas congeladas, limpas
0,5 L de leite
1 pitada de sal
1 colher (chá) de baunilha líquida
80 g Chocolate Culinária
1 lata Leite Condensado
2,5 dl Natas

Preparação
Prepare a massa. Deite num recipiente a farinha, o sal, o açúcar, o ovo e a manteiga e misture bem todos os ingredientes. Faça uma bola de massa, coloque-a num saco plástico e leve ao frio durante 1 hora.Prepare o recheio. Deite as castanhas, previamente descongeladas, num tacho, junte-lhes o leite, o sal e a baunilha, tape e deixe cozer em lume brando durante 20 minutos.
Ao fim deste tempo, adicione o leite condensado, e deixe ferver até o leite se evaporar completamente. Retire do lume, tape e deixe arrefecer.
Entretanto, retire 10 castanhas bonitas e guarde-as. Reduza o preparado a puré.
Estenda a massa com o rolo em cima de uma mesa polvilhada com farinha e forre com ela uma forma de fundo solto. Pique o fundo com um garfo, cubra com papel de alumínio e encha de feijão seco. Leve ao forno a 200 graus durante 20 minutos.
Retire a tarte do forno, tire-lhe o feijão e o papel de alumínio.
Bata as natas em chantilly, junte-as ao puré de castanhas e mexa delicadamente.
Deite a mistura dentro da massa de tarte e alise.
Com um descascador raspe o chocolate para cima do puré, de modo a que fique bem coberto. Decore com as castanhas que guardou, leve ao frio durante duas horas e sirva.
Bom apetite!
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quarta-feira, 24 de junho de 2009

Mais sugestões para bons apreciadores... de bôla

E para os apreciadores de bôla, aqui fica uma sugestão, desta feita, em Lamego.

Numa iniciativa da Câmara Municipal, em parceria com a Associação de Hotelaria e Turismo do Douro, o Rancho Regional de Fafel e a Confraria Nacional do Espumante, Lamego vai receber a I Feira dedicada à bôla, esta especialidade gastronómica tipicamente portuguesa.
O produto tradicional daquele concelho vai ser o atractivo da localidade num certame a decorrer de 26 a 28 de Junho, na Avenida Alfredo de Sousa, tendo o petisco como acompanhante um delicisoso espumante.

Onze estabelecimentos comerciais vão expor e vender a bôla de Lamego, que poderá ser encontrada recheada com os mais variados ingredientes, presunto, bacalhau, frango, sardinha, entre outros. E para não se desperdiçar nada, na compra de duas bôlas, o visitante é presenteado com uma garrafa de espumante das Caves da Raposeira.

Lamego promove I Feira da Bôla com oferta de espumante

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quinta-feira, 4 de junho de 2009

Papilas gustativas ao rubro

A arte de saber apreciar as delícias de uma boa refeição tem, por certo, muitos seguidores por terras do Reino em redor do Rego.
Ora aprendizes ora mestres, somos todos seguidores de bons petiscos e de pitéus regionais.

Assim sendo e sugestionando as nossas papilas gustativas, o Caramulo será, na próxima semana, mesa de repasto para mais um encontro gastronómico do Cabrito e da Serra do Caramulo.
Ementas leves, néctares fermentados de uva e boa oportunidades de convívio. Entre 10 e 14 de Junho, o cabrito, o vinho do Dão, o artesanato e as caminhadas - palavras que rimam com boa-disposição - serão o mote para uma série de eventos que pretendem promover a gastronomia e a cultura do Caramulo.

Mais info. em:
A Serra do Caramulo convida-o a uma viagem pelos sabores e saberes
Caramulo Serra com Sabores

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Tempo feito fermento

É, de novo, renovar.
Silêncio, noite de Aleluia.
Uma nova Luz.
Emergir de um tempo feito fermento, que promete uma renovação desejada, um novo alento.
Sonhos, farra, sorrisos, partilha.
Estar bem.... entre família e amigos, alegria contagiante que seduz.
Votos de uma redentora e boa Páscoa para todos!
Aproveitem todos os pedacinhos de cada um, como que a saborear um delicioso folar!

Como não poderia deixar de ser, aqui fica a receita do
Folar do Rego:
Ingredientes
Ovos de pitas caseiras: 3 por kg de farinha
Açúcar: 250 g por kg de farinha
Água do Rego
Leite de ramalha
50 gr de Manteiga
50 g de Fermento de padeiro
Sal e raspa de limão
Aguardente ou vinho do Porto: 1 colher de sopa
Inspiração q.b.
Força de braços q.b.
Forno de lenha (aconselhado)
Favaios
Queijo da Serra
Compota de pêssego
Confecção:
Bater energicamente o fermento com os ovos, açúcar e manteiga derretida em água (do Rego, entenda-se) e sal e raspa de limão, vinho do Porto ou aguardente.
Misturar tudo muito bem, com jeitinho.
Juntar a farinha com metade de água do Rego (para que o folar fique realmente encorpado) e metade de leite.
Amassar tudo muito bem, tapar com um pano e deixar a levedar 2 horas, ao som de uma música tranquila, para inspirar.
Entretanto, assegure-se que o forno está bem quente (caso seja um forno eléctrico, ligue o forno a 180º, de modo a que esteja bem quente na altura de cozer o folar).
Levar o tabuleiro ao forno, sem antes não esquecer de pincelar o folar com gema de ovo (de pitas caseiras), e deixar cozer por 30 a 40 minutos, até que esteja com uma tonalidade apetitosa.

Sugestão:
Acompanhe com compota de pêssego ou com umas sempre deliciosas fatias de queijo da Serra. Sirva ainda um cálice de Favaios, num brinde renovado entre afilhados e padrinhos!

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Sopas do Rego com castanhas e cogumelos

Aqui fica uma sugestão para um início de refeição à Rego:

Ingredientes
1 alho francês
1 talo de aipo
1 cebola
2 cenouras
500 g de castanhas descascadas (congeladas)
1,2 l de água

sal, pimenta e cravinho
2 fatias de bacon
uma mãozita de cogumelos frescos

boa disposição q.b.

Preparação
Comece logo pela boa-disposição, considerando-a em todos os momentos da preparação.
Uma vez lavados na frescura da água do Rego e com cortes certeiros, deite num édredon de azeite o talo de aipo, o alho francês e a cebola em rodelas. Tape e leve a lume brando, a tomar cor. Neste concerto, junte cordialmente uns pedacinhos de bacon. De seguida, adicione as cenouras lavadas, devidamente peladas e cortadas em rodelitas, fazendo acompanhá-las para esta festa pelas castanhas. Após uma revira-volta dos elementos, regue com a água a ferver. Tape e deixe os ingredientes conversarem até as castanhas estarem macias.
Num passo de magia, transforme tudo em puré, adicione o leite, tempere com sal, pimenta e um cravinho. A seguir?... Fervura branda até esmorecer.
Entretanto, leve os cogumelos a banhos para libertarem as impurezas. Aconchegue-os depois numa frigideira, salteando-os num fio de azeite, até se maquilharem a preceito (tenha atenção para que fiquem bem salteados, sem água).
É chegado o momento de juntar os convidados. Sirva o creme nas malgas, deixando cair no centro a neve de cogumelos salteados.

Se puder, tenha ainda o bónus de uns cubinhos de pão estaladiço ou umas farripas de queijo da serra curado para os que quiserem compor o creme, que já de si é bem composto!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Sopas de vinho | Manjar de Verão

A quentura do Verão, às vezes, dá para boas ideias. Entre as muitas idas ao Rego, às várias repúblicas do Cerbeijão e outras que tal, lá surgem sugestões gastronómicas dos autóctones. Aqui fica a sugestão providenciada por um leitor num recente comentário:

Receita tradicional do Tourigo:
Sopas de vinho, manjar de Verão
(Dose individual)

Ingredientes:
1/2 litro do melhor vinho tinto caseiro (do pipo que levou algum da repisa);
2 colheres de açucar (de preferência amarelo);
2 gemas de ovos (frescos acabados de sair do poleiro das galinhas);
1 côdea de broa de milho branco caseira (quanto menos melhor).

Modo de preparação:
Colocar tudo numa malga grande e mexer com uma colher da sopa;
Aguardar 1 minuto para amolecer as côdeas e está pronto para se beber.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Delícia do Rego... são servidos?

O Verão apetece. Ao entardecer, após umas caminhadas pelo Rego ou apenas quando, por fim, vencemos as tardes de preguiça, sabe bem ter por perto algo para degustar. Aqui fica uma delícia do Rego, para um agradável lanche:
- cortar e "desfolhar" toscamente duas cebolas brancas grandes e generosas;
- aconchegar, por entre a cebola, lascas de presunto do bom;
- regar com azeite, de pouca acidez, para que a verdade desta delícia venha ao de cima.
Envolver tudo e, na companhia de broa caseira e de um bom tinto, servir os convivas.
São servidos?
JSR

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Gambozinos do Rego

Decorre até amanhã o Conselho Europeu das Pescas, sob a presidência portuguesa da União Europeia.

JSR deslocou-se a Bruxelas aproveitando a comitiva governamental e esteve presente nas primeiras negociações deste Conselho.

Como principal conclusão desta reunião, e no quadro das quotas de pesca para Portugal, destaca-se o facto da bacia do Rego ter sido definida como zona de pesca especial. O estatuto de espécie protegida manteve-se atribuído ao famoso gambozino do Rego, tendo sido estabelecidas as respectivas quotas de pesca, limitadas aos períodos associados aos solstícios e equinócios.
Claro está que esta negociação culminou novamente com um "Porreiro, pá" entre os já íntimos amigos JSR e Sócrates.

Sobre o Gambozino do Rego:
O gambozino do Rego é uma espécie protegida e, dada a sua raridade, é considerada um dos símbolos do Rego. Tal como o seu congénere norte-americano, o gambozino do Rego é atraído pela luz, pelo que a sua captura é especialmente feita no período nocturno. Consta que estes bichinhos também resolvem aparecer ao chamamento de um certo tipo de assobio...
Ainda não foi fotografado e a razão parece estar no tipo de flash utilizado que ainda não conseguiu ter o alcance mínimo que garanta o aparecimento do bicho. Enfim, peculiaridades de uma espécie cujos registos escasseiam mas que existe, ah isso existe ("... no creo en las brujas pero que las hay, las hay...").
Prova disso mesmo, é a famosa receita "gambozininhos do Rego fritos", feitos como os "jaquinzinhos fritos" e servidos com um belíssimo arroz de tomate malandrinho, salpicado com coentros do Rego.

Mais informação sobre a vulgar espécie Gambusia holbrookl, consultar artigos:
Zoomarine
ICN

JSR

sábado, 3 de novembro de 2007

Façam o favor de serem gulosos...




Para prato principal, temos:


Chanfana à Moda do Rego.





Ingredientes:


- Carne de carneiro velho (Experiente para sermos mais “diplomáticos” com o animal…)
- Vinho tinto, de preferência com castas há muito implantadas na região, tais como: “Jaen”, “Maria Gomes”, “Baga” e claro está “Touriga Nacional” (curiosamente, era até há poucos anos conhecida no Tourigo por "Preto Mortágua").
- Louro, (Laurus nobilis) podemos encontrar a montante do Rego algumas árvores de pequeno porte, que fazem parte da paisagem narrada de forma excepcional pela nossa “confrade” PN)
- Colorau (o bom, era aquele que se vendia a avulso no Sr. Zé Filipe, embalado em pequenos cones de papel!)
- Alho, tal como o fiel amigo “tuga” bacalhau, a chanfana também o quer…
- Salsa, servirá de mote à dança que se irá realizar mais tarde no forno.
- Sal, o cristal que não dispensamos em nenhum tempero da nossa alimentação.
- Piri-Piri, uma vagem ou duas de “gindungo” é suficiente para “dinamitar” a carne do velho carneiro.

Preparação:
Após agarrar o carneiro, tarefa que não é nada fácil, o animal é abatido, esfolado e esventrado (de preferência por essa ordem).
Em seguida, a carcaça é “desmanchada” em pequenos pedaços, disformes mas de tamanho mais ou menos regular, com recurso a lâminas e cutelos bem afiados para não “amarfanhar” a carne.
Posteriormente, a carne é colocada carinhosamente numa padela de barro preto de Molelos - terra dos arqui-rivais futebolísticos de outros tempos.
Em seguida, são colocados os restantes ingredientes: sal, louro, alho, colorau, salsa e piri-piri, regando-se tudo com vinho numa quantidade suficiente que permita a todos os pedacinhos de carne ensoparem-se no precioso néctar.


A padela é, então, coberta com um pano e levada para um local fora do alcance de gatos e outros carnívoros e fica assim em estágio, durante pelo menos um dia.

Após o estágio começa a “dança” e a carne vai finalmente a assar.
O “palco” escolhido para este “baile” é o forno de lenha. Este local deverá ser bem aquecido com recurso a lenha seca de boa qualidade, que não liberte odores, que prejudiquem a performance dos “dançarinos”.
O calor no forno deverá ser tal que os “dançarinos” se fundam num só, mas sem se queimarem.
Após três horas de verdadeiro “prazer carnal”, finalmente a padela sai do “palco” e vai para os “camarotes”.
À espera dos ilustres dançarinos estão uns velhos amigos: os grelos, as batatas cozidas, a broa de milho e, claro está, o vinho.
Todos juntos vão para a mesa e deleitam-nos com o seu sabor.
PS: O “Biribau” e o “Vinho do Porto de Foz Côa” também já foram ilustres amigos numa determinada mesa!!!
RF

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

"No Rego com os Tachos"


Agora na regosfera também há espaço para a gastronomia da região.
Verdadeiros “gourmets” de agora e de antigamente vão estar aqui.