Tourigo, o berço da Touriga Nacional

E se for mesmo verdade? ... estaremos preparados? Para sermos mesmo o berço da touriga nacional? Algum tempo passou desde que lançámos aqui o desafio de propor Tourigo como berço da Touriga Nacional, essa encubadora de taninos dos melhores vinhos nacionais. A ideia ganhou raízes, a início muito circunscritas, para depois "arrepiarem" caminho e lançarem a sua semente por vários sítios do cyberespaço. Porque não é todos os dias que uma freguesia tem como "marca de água" o nome de uma casta como a Touriga Nacional, siga as novidades em Tourigo, berço da Touriga Nacional
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quarta-feira, 22 de abril de 2009

Moinhos do Rego também podiam ter este destaque...

Dia 7 de Abril passado, foi dia nacional dos moinhos...Hoje é dia da Terra (são todos, mas está bem) e, nem de propósito, foi anunciado, entre outras coisas, o reconhecimento do geoparque de Arouca, por parte da UNESCO, como património geológico da Humanidade.
Não era preciso isso para ser há muito reconhecido como um local a visitar, nem que seja para ver de perto as famosas pedras parideiras ou a frecha da mizarela. A''Vida'' das Rochas, as Pedras Parideiras
Curioso é que nesta zona existe o que é conhecido por Carreira dos Moínhos de Alvarenga:
"Conjunto de 17 moinhos de rodízio, dispostos em carreira, que se julga constituir caso único no país. Localizado na freguesia de Alvarenga, este conjunto de moinhos, denominado "Carreira dos Moinhos", é abastecido pela água conduzida através do Iendário "Rego do Boi". Belos exemplares da arquitectura tradicional da região, são construídos em xisto e cobertos de ardósia." E até há quem se tenha dedicado a fazer um projecto de recuperação de património cultural...
Ver mais info. em:
Rego do Boi
Fotos da carreira dos moinhos
INXIST - Carreira dos moinhos
Percurso pedestre PR 6 Caminho do Carteiro
Rede Portuguesa de Moinhos
Mas não é só em Arouca. E há quem em Arouca conteste o facto de não se investir na recuperação deste património, por oposição ao que se passa em Oliveira de Azemeis, que concretizou a oportunidade e deu origem ao Parque Temático Molinológico de Oliveira de Azeméis.
Senão, vejam:
"A água, os moinhos e os lagares de azeite Março 24, 2009
A comunicação social noticiou recentemente que a Câmara de Oliveira de Azeméis recuperou os seus moinhos de água, tendo requalificado um total de 14 edifícios, criando três núcleos museológicos e investido 1.250.000 euros. Tudo a pensar no turismo e nas escolas. Tal notícia leva-me reflectir como Arouca ao longo dos últimos anos desprezou estes equipamentos que foram num passado recente fundamentais em termos económicos.O «Parque Temático Molinológico» de Oliveira de Azeméis conta com o Núcleo Museológico do Moinho e do Pão e com o Núcleo de Adães, na freguesia de Ul, e com o Núcleo do Crasto, em Travanca. A área é “banhada” pelos rios Ul e Antuã."

...Pode ser tontaria para uns (dadas as prioridades que existem em termos de investimento em infra-estruturas e não só), potencial turístico para outros ou mesmo objecto de indiferença ainda para outros tantos mas aqui fica a ideia, apesar da crise, que é um antídoto muito forte... mas em ano de eleições, tudo pode acontecer:
Os moinhos do Rego do Esporão, não só os que estão na zona de lazer de Tourigo (já recuperados), mas especialmente os que estão a montante do Rego, também podiam ser assim destacados e quiça fazer parte de um roteiro turístico de Tondela...

JSR

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Novo Rego | obras e ciclovia

Tanto quanto nos foi possível apurar junto da autarquia de Tondela, os moinhos do Rego vão ser recuperados ainda antes do Verão de 2009, a tempo de poder receber condignamente os conterrâneos que nos visitam todos os anos por essa altura.
O Rego será alvo de uma intervenção de fundo, no quadro de um processo de requalificação turística, funcionando como um "pólo" da tradicional zona de lazer do Tourigo. Será ainda apetrechado com as necessárias infra-estruturas, por forma a disponibilizar um circuito de manutenção ao dispor de todos os Touriguenses.

Acresce que será pintado o caminho agrícola de "cor terra", no sentido de o adaptar a uma ciclovia. Esta intervenção contextualiza-se igualmente no quadro da Ecopista do Dão, que futuramente ligará Viseu a Tondela e Santa Comba Dão (com um ramal para Tourigo).

Entendendo-se que o eco-turismo é uma mais-valia para o Tourigo, acreditamos que projectos como estes são bem recebidos por todos.


JSR... a regar

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Novidades no Reino em redor do Rego

Numa das idas ao Rego (é sempre boa esta expressão), demos conta de umas (recentes) alterações no leito original no coração do Reino. O que se nos ofereceu ver, para lá de um curso de água cheio de garra (tanta tem sido a chuva)? Ora, nem mais: uma intervenção mesmo junto ao primeiro moínho e ao início do Rego, propriamente dito. Recuperação dos moínhos? Quem sabe, um dia. Não contando com a miríade de canos e caninhos por ali existentes, o primeiro moínho tem agora à sua frente uma pedra que quase dá para fazer de mesa para pic-nics. E quem quiser passar para a margem "de lá" tem de deitar mãos à obra, lançando uns seixos a jeito para poder atravessar não o Rego mas o Esporão. Não é caso para dizer que podemos fazer desportos radicais no Rego, mas nunca se sabe.
Para quem se lembra, aqui fica a memória do leito anterior à intervenção:
Entretanto, por terras do Barreiro, as intervenções são ao nível dos caminhos florestais e a fronteira com o Tourigo também terá a sua vez. Beneficiação dos seguintes caminhos florestais:
CAMINHO DE LIGAÇÃO ENTRE O PEGO NEGRO E O TARRASTAL
CAMINHO DO ALAMBIQUE DO BORRALHAL-VALE DA ARMADA-ESTEIRO DE BAIXO
CAMINHO DO ALAMBIQUE DO BORRALHAL-CAVADAS VELHAS-MONTE DOS TERROAIS
CAMINHO DESDE A ESTRADA DE RIOMILHEIRO AO ESTEIRO DE BAIXO
ANTIGA ESTRADA DO BORRALHAL A RIOMILHEIRO
ESTRADA ENTRE AS ALMAS E O LIMITE COM A FREGUESIA DO TOURIGO
CAMINHO DO ATÊRRO SANITÁRIO-CAMPO REDONDO
CAMINHO DO RIBEIRO AO BELEGÃO
JSR
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Um Rego, um ano... 1.º aniversário!

Onde tudo começa
REGO...
Cerca de 3000 metros de paciente caminhada.

Desde a nascente, onde se domestica, passando pelas "Almas" e moínhos, até chegar à "Poça". Património cultural, físico e ambiental de reconhecida importância que deve ser acarinhado e preservado.
Um ano em redor dele, correndo pela sua veia e desaguando pelos talhadouros virtuais mais perto de cada um de nós.
Uns tornaram-se regantes atentos, outros regófilos, regantes com 3 horas de água, outros ainda "sem Rego" ou mesmo homo regus...

... enfim, inventou-se o "Regonês", as "Tainadas", as "Chanfanas" e outras andanças que tais. No Rego com os tachos passou a ser um ponto alto da gastronomia regoniana e as incursões da National Regography desbravaram caminho. Não que ninguém o tivesse já feito (não se inventou a roda, claro está!... ou melhor, a mó... apenas a tentámos mover outra vez, desta feita, de forma diferente).
Falou-se ainda do potencial turístico desta "coluna vertebral aquática" tão antiga e fomos, em caminhadas marcantes, até aos moínhos "escondidos", não sem antes dar conta da fauna e da flora destas paragens (as chibitas, as frísias e malhadas, a palha ponta e a palha da burra, etc.).
A "Agência Rego" procurou estar atenta aos comentários de todos e deu notícia de vários eventos e projectos (quem não se lembra dos acessos ao novo aeroporto pelas Pousadas, do Regonário e da Regoterapia? Ou até da Tribo dos Sem Bunda em paragens de Viseu? Ou dos acessos à auto-estrada do Centro?).

João sem Rego interessou-se ainda pela Touriga Nacional e, timidamente, abordou a ideia que mais parece fazer sentido: a de que Tourigo poderá ser o berço da casta de uva mais famosa de Portugal, a Touriga Nacional.
Para além disso, arregaçou as mangas e andou pia cima, pia baixo a escutar as expressões do Touriguês e à procura de notas sobre o Manuscrito do Rego, não sem antes recordar o Posto do Leite (origem do leite com gás).

Para além do interesse por outros regos (Piódão, por ex.), tudo isto se passou no Reino Maravilhoso do Rego, onde houve lugar para desportos diversos (rally do Rego e a Rampa do Rego; Touriguistão; temporada especial "Rego.TE", com regatlo e futRego) e artes (como a poesia e o Museu do Rego em parceria com o Comendador João Bernardo da Tojosa).

... Por fim e para todos, há a Confraria e o Leite Com Gás, que hoje fazem um ano... sempre a borbulhar!
Bem haja!

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

I.ª Expedição às origens do Rego: última parte

Caríssimos,
aqui estão as últimas duas fotos da primeira expedição às origens do Rego. Estas mostram-nos o terceiro moinho.

Diferente dos outros dois, esta vigia do Rego mostrou-se bem mais altiva e muito certa de si. Enfeitado com madeixas de verdes heras, o terceiro moinho presenteou-nos com uma travessia sobre a ribeira, convidando-nos a passar pelo braço de madeira que nos lançava com ar desafiador.

A ponte não poderia ser mais inspiradora e, a cada passo dado, mais uma conquista para a Humanidade:) Sim, porque andar por estes recantos e encantos, só pode ser visto como uma conquista... que não se impõe, não se força, apenas se sente e goza. Se o Rego fosse um mostrador de relógio, teríamos percorrido somente um quarto de hora. Tão só três moinhos. Mas como existem mais moinhos ao longo deste vale, mais expedições se seguirão, tal como segue sempre o Rego, no seu leito de sossego.

A propósito, ao nosso precisoso Rego não se aplica a frase de Bertolt Brecht:
Do rio que tudo arrasta se diz que é violento mas ninguém diz violentas as margens que o oprimem.

...neste caso, o Rego é carinhoso, tecendo no seu silencioso percurso a abundância que promete às terras que o esperam. As suas margens participam dessa urdidura, cuidadosas e confidentes.
Só por isso, quem visita este reino maravilhoso não pode destoar no quadro.
O Rego não se estranha para depois se entranhar.
Ele existe e cabe cativar.

JSR

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Expedição às origens do Rego: Parte III

Na senda da primeira expedição National Regography, cabe dar a conhecer o segundo moinho regoniano.

Fomos encontrar este moinho num estado bem diferente do primeiro, que já tinha sido alvo de cimento e tijolos.


A sensação que se tem é que, ao entrar neste reino maravilhoso do Rego, estamos a entrar numa catedral natural e a nave central é feita deste corredor de verde bosque, que nos guia até aos fiéis guardadores do Rego.

Os moinhos são hoje as silenciosas testemunhas de quem entra no berço do Rego. Protegem-no, acompanham-no. Mesmo presos ao tempo, a sua presença é prova de muitas tropelias, aventuras e conquistas dos que os construiram e lhes delegaram a tarefa de interagir com o Rego, tirando dele o melhor partido.



Ao seguirmos pela nave central da catedral do Rego, o tronco que se banhava no Rego, mais parecia um pastor com o seu cajado deleitando-se, preguiçosamente na poça do Rego, enquanto o seu rebanho - os moinhos - pastavam, há tanto tempo já, pelas origens do Rego.

Em jeito de fiscal fronteiriço, parecia interrogar-nos sobre as nossas intenções: "_ Forasteiros, se vierem por bem, entrem! Sejam bem-vindos!".

A partir daqui, ultrapassámos a fronteira e seguimos.

Ao nos aproximarmos, a primeira reacção foi perceber que este segundo bastião do Rego se dava a conhecer timidamente. Para o vermos melhor, tivemos de descortinar a cabeleira de raízes que o reveste e aconhega.

Que histórias contam as raízes? Quem fez este moinho? Quem o ergueu, juntando pacientemente, como peças de puzzle, as pedras que ali se mantêm?

Bem esperámos as respostas mas, ao invés, demos conta que, se pararmos um pouco e deixarmos o silêncio falar, podemos nitidamente escutar as vozes dos que por ali passaram antes, muito antes... como coros afinados de uma só voz límpida: a da água que, sem pressa, caminha aos pés dos moinhos.

JSR