Tourigo, o berço da Touriga Nacional

E se for mesmo verdade? ... estaremos preparados? Para sermos mesmo o berço da touriga nacional? Algum tempo passou desde que lançámos aqui o desafio de propor Tourigo como berço da Touriga Nacional, essa encubadora de taninos dos melhores vinhos nacionais. A ideia ganhou raízes, a início muito circunscritas, para depois "arrepiarem" caminho e lançarem a sua semente por vários sítios do cyberespaço. Porque não é todos os dias que uma freguesia tem como "marca de água" o nome de uma casta como a Touriga Nacional, siga as novidades em Tourigo, berço da Touriga Nacional

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

As origens de Tourigo: nome e lenda

De que vozes fala o nome "Tourigo"?
Há algumas referências a este nome que tentámos elencar algumas delas, por ser interessante saber o que se escreve sobre Tourigo.

Assim, quer seja pela lenda quer seja pelas referências históricas concretas ao Tourigo, uma coisa é certa: todas elas remetem para uma ideia próspera do Tourigo. Senão vejamos logo pela origem germânica do nome Tourigo (Theode + Rik), que pode também derivar do nome germânico "Teodorico" (cf. Teodorico o Grande, conhecido pelos romanos como Flavius Theodoricus, foi rei dos godos orientais, os ostrogodos, governante da Itália e regente dos visigodos, in wikipédia):

Nomes germânicos: Sangemil, Teomil, Tourigo

THEODE-: "Pueblo"
Y en Portugal: Domonde, Q. do Teimonde, Tagilde, Tarei, Teamonde, Teimão, Teobalde, Teomil, Togilde, Tosende, Tourago, Tourém, Tourigo, Touris, Touriz, Tugilde, Tuido, Tuisendes, Turiz...

REK- y -RIK: "Poderoso, Rico"
Y en Portugal: Q. de Recemonde, Recarei 4, Regoufe 3, Regufe, Requesenda, Requiães 5, Requião, Requim, Rocamonde, Rocamondo... Y Aberiz, Adorigo, Alderiz, Aldriz, Algeriz, Almarigo, Almoriz, Alpedriz, Ancariz, Anceriz, Argeriz, Ariz 3, Beiriz 3, Brandariz 2, Calhandiz, Calhariz 2, Castorigo, Contriz 2, Destriz, Eirigo, Eiriz 9, Erigo, Escarigo, Escaris, Escariz 7, Esmerices, Esmeriz, Esmorigo, Esmoriz 5, Espariz 3, Esperigo, Esteriz, Flariz, Formarigo 2, Formarigos, Formariz 4, Freiriz 2, Fromarigo, Fromarigo, Gandariz, Gomariz, Gondoriz 3, Gontariz, Guldrez, Laboriz, Lamarigo, Lavaris, Leboriz, Lestriz, Letrigo, Lobrigos, Lorigo, Lourigo, Louriz, Manariz, Mariz 3, Marize, Marmoriz, Meitriz, Mourigo, Mouriz 3, Mourizes, Oriz 2, Queirigo, Queiriz 2, Quetriz, Reirigo, Reiriz 3, Reriz 2, Rodrigo, Romarigães, Romarigo, Romariz 4, Rorigo, Roriz 7, Sabarigos, Sabaris, Sabariz 6, Sanariz, Sanceriz, Sandrigo, Secerigo, Selhariz, Senhoriz, Tourigo, Touris, Touriz, Tralhariz, Troporiz, Turiz, Variz, Veirigo, Viariz...

cf. info. em "El Nombre de los Antepasados: Toponimia Gallega de Origen Antroponímico (I v2.0)",
http://www.celtiberia.net/articulo.asp?id=2133

LENDA DO TOURIGO:
"Conta-se que em tempos idos se chamava a esta terra Póvoa dos Panascais, aquando da vinda da água do Esporão, os poucos habitantes desta terra, resolveram para comemorar a grande alegria que esta água lhes trazia (ia regar os seus campos e mover os moinhos que ao todo eram seis) matarem um touro e fizeram uma festa.
Resolveram que o nome desta terra seria uma reminiscência desse facto e puseram-lhe o nome de Tourigo. A prova (não documentada) do valor desta lenda entre as gentes do Tourigo, está no facto de, aquando da inauguração do hospital de Tondela, todas as povoações do concelho se integraram num cortejo e levaram as suas ofertas, o Tourigo levou um Touro como símbolo da terra além de outras ofertas."

cf. info. actualmente indisponível em http://tourigo.blogspot.com/ (acesso em 2007).

JSR

Regulamento da Confraria IV



Artigo 12.º
Órgãos


1. São órgãos directivos da Confraria o Concílio dos Regos e a Assembleia Regoniana, não havendo oficialmente um Conselho Fiscal.


2. Do Concílio dos Regos fazem parte os que tiveram presentes no acto fundador no Café do Bom Sucesso, a 6 de Outubro de 2007, no Tourigo.


3. Da Assembleia Regoniana fazem parte os Regos, os Moinhos e os Talhadouros, embora estes últimos não possam votar para a escolha do grupo de confrades encarregues de executar o plano de actividades anual da Confraria (i.e., membros temporários da Agência Rego).


4. A Agência Rego é o órgão encarregue de executar o plano anual de actividades da Confraria, por ela proposto e aprovado pela Assembleia Regoniana, por altura do Encontro do Rego. Fazem parte da Agência Rego todos os confrades escolhidos anualmente, por aclamação unânime pela Assembleia Regoniana, devendo constituir-se por um conjunto, no mínimo, de dois confrades (Regos e/ou Moinhos), não tendo limitação de membros. Caso não haja apresentação espontânea de candidatos a membros da Agência Rego, cabe à Assembleia Regoniana escolher dentre os presentes no Encontro do Rego, que devem aceitar essa decisão com espírito de missão. Da Agência Rego faz parte, a priori, João sem Rego.


5. O órgão consultivo da Confraria recai sobre João sem Rego.


to be continued...

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Regulamento da Confraria III


Artigo 8.º
Admissão

1. A admissão dos sócios é da competência do Concílio dos Regos, mediante proposta subscrita pelo candidato e por dois Moinhos, que são os proponentes.
2. Da deliberação tomada nos termos do número anterior cabe recurso para a Assembleia Regoniana, sem prejuízo desta ratificar sempre a decisão do Concílio.

Artigo 9.º
Direitos dos Confrades

São direitos do confrade:
1. Ter direito aos direitos;
2. Participar em todas as iniciativas promovidas pela Confraria do Rego, utilizar quaisquer serviços, assim como colaborar na realização dos seus fins;
3. Participar nos trabalhos e discussões das Assembleias Regonianas; e
4. Publicar ou fazer publicar as suas opiniões no blog da Confraria.

Artigo 10.º
Deveres dos Confrades


São deveres do confrade:
1. O cumprimento dos estatutos, regulamentos e demais deliberações internas;
2. O comportamento com zelo e disponibilidade, em face de ser confrade regoniano;
3. O exercício com responsabilidade das tarefas que lhes sejam atribuídas;
4. A colaboração leal e efectiva às iniciativas para que os órgãos sociais (Concílio dos Regos e Assembleia Regoniana) o solicite; e
5. O cumprimento da contribuição esporádica das chanfanas (vulgo quotas), e outros encargos fixados pela Assembleia Regoniana.

Artigo 11.º
Perda da condição de Confrade


1. Perde a qualidade de confrade o que a ela renunciar formalmente, por carta enviada ao Concílio dos Regos ou publicada no blog, e o que se atrasar injustificadamente no cumprimento da contribuição das chanfanas, por um período superior a doze meses ou se a qualidade dos géneros apresentados não forem do agrado dos Regos.
2. Perde ainda a qualidade de confrade aquele cuja conduta seja contrária aos objectivos da Confraria, ainda que neste último caso a exclusão seja da exclusiva competência da Assembleia Regoniana.


to be continued...

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Regulamento da Confraria: Art. 6.º e 7.º

Artigo 6.º
Constituição

1. A Confraria é composta por um número ilimitado de confrades. Podem ser sócios todos os que se mostrem interessados em aderir aos princípios, objectivos e finalidades da Confraria quer sejam pessoas singulares quer pessoas colectivas, independentemente do sexo, raça, credo, ideologia política (futuros ex.; actuais futuros primeiros, etc.), nacionalidade ou mesmo preferências clubísticas, cujos fins e prática se articularem com os objectivos da Confraria do Rego.

2. A admissão de novos confrades está sujeita à aceitação, por unanimidade, e realiza-se anualmente no Encontro do Rego, sendo publicitada no blog da Confraria.

Artigo 7.º
Categorias de confrades


1. Existem os seguintes tipos de confrades:
- Regos (ou regoFundadores): os que estiveram presentes no acto fundador no Café do Bom Sucesso, a 6 de Outubro de 2007, no Tourigo;
- Moinhos (ou regoEfectivos): todos os que, passado o primeiro ano ou o período de regoquarentena, são efectivamente entronizados como confrades por ocasião do Encontro do Rego;
- Talhadouros (ou regoAspirantes): todos aqueles que, manifestando o seu interesse em fazer parte da Confraria, têm de passar pelas provas de admissão e, ao passar, ficam num período de nojo, vulgo regoquarentena;
- Regos-mor (ou regoHonorários): todos os habitantes anciãos do Tourigo que têm actualmente terras que usufruem da água do Rego (vulgo “herdeiros do Rego”);
- RegoContribuintes: a pessoa ou instituição que se comprometa a auxiliar a Confraria, mediante contribuição.

2. Para além de todas estas categorias de confrades, existe ainda um confrade que não se enquadra em nenhuma categoria mas que, por natureza e mérito, é o Confrade Primeiro antes de todos: João sem Rego (JSR). Esta é a figura carismática da Confraria. Fala em nome da Confraria e tem poderes de representação institucional da Confraria, em todos os eventos e negociações para os quais a sua presença, decisões, pareceres e traulitadas sejam requisitados.


to be continued...

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Poesia no Rego II

Porque poesia sobre o Rego é sempre bem vinda,
aqui fica o excerto das quadras,
publicadas no TourigoOnline, relativas ao Rego:


"(...)
Um dia um sábio pastor
com sabedoria e imaginação
um rego construiu
do rio Mau à povoação

Para festejar o efeito
Uma festa se realizou
E de Póvoa dos Panascais
Para Tourigo mudou

Um touro mataram e assaram
E broa de trigo a acompanhar
Touro e trigo a festejar
E Tourigo se ficou a chamar

Ainda hoje existe o rego
Com alguma remodelação
Traz água que alimenta as terras
E dá vida à povoação"

Fátima Ferreira
cf. http://tourigonline.blogspot.com/2008/01/tourigo-em-poesia-continuao.html

JSR

Regulamento da Confraria

Dá-se hoje início à divulgação pública do Regulamento da mui nobre Confraria do Rego.


A ilustre Confraria do Rego, espontaneamente fundada no sexto dia do décimo mês do ano de dois mil e sete da era cristã, na alva e vetusta povoação do Tourigo, é uma associação de pessoas que, para lá de partilharem o gosto pela promoção do culto ao património regoniano, comungam de um mesmo afecto pelo Rego do Esporão (comummente designado por “O Rego que cura” ou tão só “Rego”).
O Rego é, pois, o centro gravitacional desta Confraria.
Esta associação de pessoas apreciadoras e amantes da natureza - independentemente de serem ou não praticantes das caminhadas à Serra do Caramulo - rege-se por um Regulamento Interno que define o regime de funcionamento da Confraria no que respeita a todos os aspectos relacionados com a sua estrutura, bem como com a marcação e coordenação das respectivas actividades.

REGULAMENTO INTERNO

Artigo 1.º
Denominação e duração


A Confraria do Rego é uma associação privada, sem fins lucrativos, universalista e que se caracteriza pela defesa de formas de democracia participativa, tendo uma duração por tempo indeterminado (ou enquanto houver água no Rego).

Artigo 2.º
Sede


1. A sede da Confraria do Rego é na freguesia do Tourigo, concelho de Tondela. Provisoriamente e até novas instalações, a sede situa-se no Café do Bom Sucesso do Tourigo, mais concretamente na primeira mesa a contar da porta de entrada do pub-café (sentido Mortágua-Campo).
2. A Confraria do Rego tem também presença efectiva na regosfera, em http://confrariadorego.blogspot.com/.


Artigo 3.º
Insígnia
[Este elemento carece ainda de aprovação por parte da ilustre Assembleia Regoniana.]

Artigo 4.º
Objecto principal


Promover actividades socioculturais e de investigação científica que concorram para o melhor conhecimento, reconhecimento e enquadramento do Rego como símbolo de um tempo e de um espaço peculiares, de tradições únicas e de um futuro promissor.


Artigo 5.º
Objectivos


A CONFRARIA DO REGO tem por objectivos:

1. Aprofundar o estudo do Rego como exemplo paradigmático da riqueza natural e cultural resguardada na encosta do Caramulo voltada para a Estrela;

2. Sensibilizar a opinião pública para a importância da defesa, estudo, protecção e manutenção do Rego como património e reserva especial;

3. Promover um vínculo dos fundadores à terra;

4. Promover acções voltadas para a recuperação e manutenção do Rego, mediante o levantamento topográfico do Rego, a identificação e catalogação do património actualmente existente, em especial, os moinhos, os talhadouros, os caminhos de acesso e a rampa do Rego;

5. Fomentar o estudo e a divulgação do património natural e gastronómico do Rego, através das expedições National Regography e das receitas No Rego com os tachos, com base em produtos de regocultura biológica;

6. Promover o estudo e divulgação dos benefícios da regoterapia;

7. Contribuir para a implementação de certificação dos produtos provenientes de terrenos com acesso à água do Rego e, em especial, da jóia do Rego, o Leite com Gás (LCG);

8. Contribuir para que o LCG seja reconhecido e apoiado como produto “de utilidade pública”;

9. Desenvolver actividades de diversa natureza (desportiva, recreativa, cultural, etc.) de reconhecida importância para a manutenção do espírito do Rego e dos regonianos, tais como caminhadas, Tainadas, pontodencontros, expedições National Regography, partidas do Touriguistão, etc.;

10. Fomentar relações de amizade e cooperação com entidades, individuais ou colectivas, afins, concretamente, através da Agência Rego.

to be continued...

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Resultados da consulta pública

Tendo chegado ao fim o processo de consulta pública, lançado no passado dia 11 de Janeiro, antecipa-se hoje a apresentação dos respectivos resultados, prevista para o início de Fevereiro.

Deste modo, resultou como principal vector no âmbito do Projecto PIN por um Rego melhor a criação do campo de paintball "Touriguistão". A execução deste projecto emblemático contará certamente com a participação de todos os que estimam o Rego, sendo necessário dar início à congregação de esforços para o concretizar. Ressalva seja feita para o facto de o "Touriguistão" se revestir de uma natureza diferente. No fundo, não se trata de uma plataforma fixa mas, pelo contrário, concretizar-se-á sempre que se realize um combate de paintball. Importa, pois, contar com a participação de todos sempre que seja agendado mais um combate. Esta consulta pública veio confirmar o interesse já demonstrado na primeira experiência, ocorrida a 17.11.07, que constituiu uma emblemática prova de fogo de entrada de dois elementos na Confraria.
Espera-se, agora, que outras tenham lugar, para breve.

Touriguistão: a sorte protege os audazes

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Rego / Águas pluviais: Comunicado da Confraria

Constou recentemente existir uma autorização governamental expressa quanto à participação de águas pluviais no leito do Rego, podendo daqui resultar o possível desvirtuar da qualidade e propriedades do líquido precioso da Confraria do Rego - o Leite Com Gás (LCG). A este dito "rumor" , acresceria a hipótese de fuga de informação e de bens, tendo ainda sido alertada Confraria para a questão das compatibilidades Rego/ Barragem da Aguieira.

No que ao "rumor" diz respeito, a Confraria do Rego não confirma nem desmente o mesmo, considerando que não partiu da sua iniciativa abordar qualquer vertente do assunto em questão.

A Confraria está atenta ao desenrolar da situação e acompanha-a de perto sendo, de momento, apenas possível confirmar que estão em curso conversações com responsáveis de diversas entidades, no que toca ao projecto Rego/ águas pluviais.
Acresce que este projecto é assumido como uma parceria exponencialmente positiva e profícua e não tanto como uma situação ameaçadora para os interesses do Rego, da Confraria, dos legítimos herdeiros da utilização do Rego e, por último, da região.
Pretende-se que sejam elencadas as oportunidades possíveis que possam resultar de uma análise cuidada do potencial de uma área que engloba a nascente do Rego, os rios Mau, Dão e o grande Mondego, tudo sob uma perspectiva globalizante, sustendada na barragem da Aguieira.


Por último, foi contactado o parceiro estratégico da Tojeira, o comendador João Bernardo, que confirma o interesse em estudar a hipótese de um Museu Bernardo no Rego.

A Confraria agradece a todos o interesse manifestado sobre o assunto e, caso se justifique, providenciará mais esclarecimentos tidos por oportunos sobre o mesmo.

JSR

No Tourigo ou em Tourigo? Ciberdúvidas responde

... é tão legítima uma e outra maneira de nos referirmos a/ ao Tourigo.
Não há regra neste caso, como acontece noutros.
Assim questionou a Confraria e assim respondeu o "Ciberdúvidas":

[Pergunta Resposta]
«Em/no Tourigo» (Portugal)


[Pergunta] Gostaria de confirmar qual a forma correcta de nos referirmos à freguesia de Tourigo, concelho de Tondela: «freguesia do Tourigo», ou «freguesia de Tourigo»?

Esta questão prende-se com o facto de existirem diversas referências a Tourigo (ou ao Tourigo), por semelhança ao que acontece, por exemplo, com o Porto. Neste caso, subentende-se o determinante o, mas será esse o caso de Tourigo (ou do Tourigo)?

Referências:
«em Tourigo»/«no Tourigo»
«de Tourigo»/«do Tourigo»
«para Tourigo»/«para o Tourigo»

Por curiosidade, a lei que determinou a criação desta freguesia refere-se a freguesia "de" Tourigo, mas nesta localidade existe o Centro Cultural e Desportivo "do" Tourigo.
Obrigada.
C. Rego :: Consultoria :: Tourigo, Portugal

[Resposta] Pelo que diz, parece serem possíveis ambas as construções com o topónimo Tourigo. A comparação com o emprego de Porto não está correcta, pois com este termo usa-se sempre o artigo definido: «o Porto», «ao Porto», «para o Porto», «vinho do Porto», etc.
F. V. P. da Fonseca :: 22/01/2008


Textos Relacionados
«Em África» ou «na África»?

cf. http://ciberduvidas.sapo.pt/pergunta.php?id=22456

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Oragos do Tourigo e do Rego

Hoje comemora-se Santo Amaro, o orago do Tourigo, também conhecido (no Brasil) por São Mauro.

No caso da Confraria do Rego, o padroeiro é São Bruno, fundador da ordem dos Cartuxos, por ser esse o santo que se comemora no dia 6 de Outubro.

Um pouco de história:

Santo Amaro
Amaro é o nome pelo qual santo Mauro também é conhecido e festejado. Ele nasceu na cidade de Roma, filho único do senador Eutíquio e de Júlia uma rica fidalga, no ano de 512. Aos doze anos, teve um sonho, onde uma voz lhe dizia para entregar sua vida a serviço de Cristo, e assim seria conduzido para o caminho da santidade. Interpretou como um chamado de Deus e comunicou aos pais seu desejo de ingressar num mosteiro.
(...) Amaro foi confiado a são Bento, juntamente com seu primo Plácido, de sete anos, que também foi canonizado.

Certo dia, o santo abade estava rezando e Amaro executando suas tarefas diárias, quando São Bento teve uma visão do menino Plácido se afogando no riacho onde fôra buscar água. Imediatamente, São Bento chamou Amaro e o avisou que seu primo estava se afogando, mandou que ele corresse para lá e tentasse salvar Plácido, de qualquer forma. Amaro se concentrou de tal maneira agiu tão rapidamente, que nem percebeu que andava sobre as águas daquele riacho, depois puxou o primo pelos cabelos e o levou para a terra firme. (...)
Em 535 quando São Bento recebeu o convite para abrir um mosteiro sob as suas Regras na Gália, atual França . O escolhido para a missão foi Amaro (...). O monge Fausto, no seu livro, narrou que Amaro, aos setenta e dois anos, contraiu a peste (...) , morrendo santamente em 15 de janeiro de 584.
cf. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/santo.aspx?Dia=15&Mes=1&SantoID=120

São Bruno
Em meados do primeiro milênio depois de Cristo, Hugo, o bispo da diocese francesa de Grenoble, sonhou certa vez com sete estrelas que brilhavam sobre um lugar escuro, muito deserto. Achou estranho. Algum tempo depois, foi procurado por sete nobres e ricos, que queriam converter-se à vida religiosa e buscavam sua orientação, por causa da santidade e do prestígio do bispo. Hugo, reconhecendo na situação o sonho que tivera, ouviu-os com atenção e ofereceu-lhes fazer sua obra num lugar de difícil acesso, solitário, árido e inóspito. Assim, tiveram todo o seu apoio episcopal. Esses homens buscavam apenas o total silêncio e solidão para orar e meditar. Tudo o que desejavam, ou seja, queriam atingir a elevação espiritual, cortando definitivamente as relações com as coisas mundanas. Eles eram Bruno e seus primeiros seis seguidores e a ordem que fundaram foi a dos monges cartuxos.

Bruno era um nobre e rico fidalgo alemão, que nasceu e cresceu na bela cidade de Colônia. (...) Como era propício à nobreza, foi estudar na França e Itália.

(...) Bruno liderou a construção da primeira Casa de Oração, com pequenas celas ao redor. Nascia a Ordem dos monges Cartuxos, cujas Regras foram aprovadas em 1176, mas ele já havia morrido. Lá, ele e seus discípulos se obrigaram ao silêncio permanente e absoluto. Oravam, trabalhavam, repousavam e comiam, mas no mais absoluto e total silêncio.

(...) Seguindo o carisma de seu fundador, a Ordem dos Cartuxos é uma das mais austeras da Igreja Católica e seguiu assim ao longo dos tempos, como ele mesmo previu: "Nunca será reformada, porque nunca será deformada". Entretanto, atualmente, conta apenas com dezenove mosteiros espalhados pelo mundo todo.
cf. http://www.paulinas.org.br/diafeliz/santo.aspx?Dia=6&Mes=10

JSR