Tourigo, o berço da Touriga Nacional
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Gambozinos do Rego
JSR deslocou-se a Bruxelas aproveitando a comitiva governamental e esteve presente nas primeiras negociações deste Conselho.
Como principal conclusão desta reunião, e no quadro das quotas de pesca para Portugal, destaca-se o facto da bacia do Rego ter sido definida como zona de pesca especial. O estatuto de espécie protegida manteve-se atribuído ao famoso gambozino do Rego, tendo sido estabelecidas as respectivas quotas de pesca, limitadas aos períodos associados aos solstícios e equinócios.
Claro está que esta negociação culminou novamente com um "Porreiro, pá" entre os já íntimos amigos JSR e Sócrates.
Sobre o Gambozino do Rego:
O gambozino do Rego é uma espécie protegida e, dada a sua raridade, é considerada um dos símbolos do Rego. Tal como o seu congénere norte-americano, o gambozino do Rego é atraído pela luz, pelo que a sua captura é especialmente feita no período nocturno. Consta que estes bichinhos também resolvem aparecer ao chamamento de um certo tipo de assobio...
Ainda não foi fotografado e a razão parece estar no tipo de flash utilizado que ainda não conseguiu ter o alcance mínimo que garanta o aparecimento do bicho. Enfim, peculiaridades de uma espécie cujos registos escasseiam mas que existe, ah isso existe ("... no creo en las brujas pero que las hay, las hay...").
Prova disso mesmo, é a famosa receita "gambozininhos do Rego fritos", feitos como os "jaquinzinhos fritos" e servidos com um belíssimo arroz de tomate malandrinho, salpicado com coentros do Rego.
Mais informação sobre a vulgar espécie Gambusia holbrookl, consultar artigos:
Zoomarine
ICN
JSR
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
2 meses de Rego
A Confraria comemora hoje dois meses!!!!É com muita emoção que conseguimos chegar até aqui. Entretanto o mundo continua na sua andança, a Terra a rodar e nós todos a rolar. Depois do referendo na Venezuela e das eleições na Rússia, onde JSR nos assegurou ter participado como observador, continuamos com os desenvolvimentos da recta final da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia.
Para comemorar, resultou das negociações entre JSR e o gabinete do Primeiro-Ministro um forte e sentido "Porreiro, pá" dada a proposta de JSR de organizar um evento que juntasse as duas efemérides: dois meses da Confraria e a Presidência Portuguesa.
Assim sendo e aproveitando o facto de Lisboa ser palco da Cimeira UE-África, este fim-de-semana, está agendada uma recepção na tenda do Kadhafi, lá para os lados do forte de São Julião, em Carcavelos, seguida de uma festa das mil e uma noites e dos mil e um regos. A segurança do local está a cargo do corpo de segurança de elite (vulgo, amazonas) de Kadhafi .
Estão todos convidados!
JSR
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Poesia no Rego

O Rego também tem inspirado as veias de alguns poetas...
"(...) e muitas vezes sou um rego d'água
a beber as raízes do teu corpo de nogueira."
Cesário Verde
IX
E, como quem saltasse, extravagantemente,
Um rego d'agua sem se enxovalhar,
(…)”
Provinciana
“(…)
De roda pulam borregos;
(…)”
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
A física do Rego: e=mc2
Uma das mais conhecidas fórmulas físicas é a tão simplesJSR, ciente das boas condições do Rego para a observação astronómica e convicto da relação entre o leite com gás (LCG) e a física, teceu algumas considerações sobre investigações feitas ao abrigo do estudo das teorias de Einstein.
I.ª Expedição às origens do Rego: última parte

aqui estão as últimas duas fotos da primeira expedição às origens do Rego. Estas mostram-nos o terceiro moinho.
Diferente dos outros dois, esta vigia do Rego mostrou-se bem mais altiva e muito certa de si. Enfeitado com madeixas de verdes heras, o terceiro moinho presenteou-nos com uma travessia sobre a ribeira, convidando-nos a passar pelo braço de madeira que nos lançava com ar desafiador.
A ponte não poderia ser mais inspiradora e, a cada passo dado, mais uma conquista para a Humanidade:) Sim, porque andar por estes recantos e encantos, só pode ser visto como uma conquista... que não se impõe, não se força, apenas se sente e goza. Se o Rego fosse um mostrador de relógio, teríamos percorrido somente um quarto de hora. Tão só três moinhos. Mas como existem mais moinhos ao longo deste vale, mais expedições se seguirão, tal como segue sempre o Rego, no seu leito de sossego.A propósito, ao nosso precisoso Rego não se aplica a frase de Bertolt Brecht:
Do rio que tudo arrasta se diz que é violento mas ninguém diz violentas as margens que o oprimem.
...neste caso, o Rego é carinhoso, tecendo no seu silencioso percurso a abundância que promete às terras que o esperam. As suas margens participam dessa urdidura, cuidadosas e confidentes.
Só por isso, quem visita este reino maravilhoso não pode destoar no quadro.
O Rego não se estranha para depois se entranhar.
Ele existe e cabe cativar.
JSR
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
O Rego no novo visual do Tourigo
in Tourigo Online
Bem-haja!
JSR
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Sonhei ser um Sapo no Rego.
Um dia sonhei que era um SAPO e viajava pelo REGO. Poderia ter sonhado que era daqueles que fazem publicidade a serviços de internet e que vivem a assapar, mas não...
Sonhei que era mesmo uma daquelas criaturas anfíbias não lá muito bonitas.
Que raio de sonho...!!!
Tantos sapos é calhou-me logo este.
Não me parece lá grande coisa para um sonho, mas como tudo na vida tem de haver alguma parte positiva.
Ora vejamos.
Navegam lentamente e com todo prazer pelo rego.
Não tem miudas para aturar.
Nem contas da internet para pagar.
Se calhar não foi assim tão mau sonho.
Touriguistão: a sorte protege os audazes
Touriguistão, 17.11.07
Este é apenas um pequeno excerto das cenas registadas, este fim-de-semana, no palco de guerra urbana do Tourigo, mais conhecido por Touriguistão.
Contando com a bravura de doze elementos do Tourigo, Arnosa e Tojosa, esta foi uma oportunidade para mostrar as habilidades estratégico-tácticas especialmente desenvolvidas e testadas neste campo de treinos de tropas de elite, especialmente vocacionadas para conflitos de natureza variada mas ainda não totalmente identificada.
A organização deste exercício militar - Touriguistão ou talvez não 07 - esteve irrepreensível, contando com a ajuda do factor meteorológico, que registou uma temperatura e níveis de humidade razoáveis, semelhantes aos do palco de guerra verdadeiro.
Por outro lado, as condições no terreno foram das melhores quer pela morfologia do cenário quer pela natureza dos diversos obstáculos criados. No entanto, a entrega e o empenho dos participantes foram marcantes.
Este exercício contou com a assistência de observadores de organizações não-governamentais que confirmaram a inexistência de danos colaterais dignos de destaque. Salienta-se ainda que todos os participantes puderam contar com cuidados médicos, mesmo na linha da frente, o que não veio a acontecer atendendo à natureza menor dos ferimentos identificados (pequenas escoriações, hematomas vários e delírios momentâneos).
Entretanto, a Agência Rego apurou, tanto quanto foi possível, a existência de elementos infiltrados, aspirantes à Confraria. Destes, provou-se estarem irrefutavelmente investidos de espírito regoniano.
Transcrição do registo possível das estratégias (repórter não identificado):
Estratégia 1
"_ ...E ele tem arco aqui para disparar ou tem de levantar a cabeça fora da chapa?
_ Não, basta... basta... basta... basta... Um indivíduo só dispara quando ouvir fogo... quando ouvir fogo cerrado. E ele sente quando o fogo bate aqui (bate uma vez no atrelado). Se um fogo não 'tiver a bater aqui, partes do princípio que está a bater para ali... 'Tá ali um indivíduo sempre a fazer tiro. E este indivíduo, quando ouvir fogo, é logo 'tau'."
Estratégia 2
"_ Táctica?
_ Eh, eh... Táctica é matá-los a eito...
(...)
_ Minis, minis, 'qué' delas?
_ Ah isso 'tá bem...
_ Ah isso é que era...
_ Isso é que era uma boa táctica..."
JSR
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
Estradas de Portugal e o Rego
Na sequência das recentes notícias sobre a passagem das Estradas de Portugal de empresa de Entidade Pública Empresarial (EPE) a sociedade anónima, a Agência Rego anuncia que estão em curso negociações para a incluir como parte interessada no processo de privatização das Estradas de Portugal. Desta forma, a Agência Rego visa fazer parte das entidades que participam no capital das Estradas de Portugal, SA, comungando do espírito de, entre outros objectivos identificados pela Estradas de Portugal, projectar vias ambientalmente sustendadas.Por outro lado, estas negociações prendem-se igualmente com a concretização da parceria entre as Estradas de Portugal e a Agência Rego no sentido de vir a ser atribuída à Agência Rego a concessão do exclusivo, por 100 anos (ao contrário dos 75 anos de exclusivo atribuído à Estradas de Portugal na concessão da rede rodoviária nacional), da identificação e preservação de caminhos, trilhos, caminhitos e demais acessos pedestres e hipoteticamente de criaturas várias (chibitas, borREGOsitos, etc.) na área do Rego. Esta "parceria" é comummente identificada pelo código "EH PA" (lê-se da mesma forma que o gelado): "Estradas de Hoje e Património de Amanhã".
JSR
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Expedição às origens do Rego: Parte III
Fomos encontrar este moinho num estado bem diferente do primeiro, que já tinha sido alvo de cimento e tijolos.A sensação que se tem é que, ao entrar neste reino maravilhoso do Rego, estamos a entrar numa catedral natural e a nave central é feita deste corredor de verde bosque, que nos guia até aos fiéis guardadores do Rego.
Os moinhos são hoje as silenciosas testemunhas de quem entra no berço do Rego. Protegem-no, acompanham-no. Mesmo presos ao tempo, a sua presença é prova de muitas tropelias, aventuras e conquistas dos que os construiram e lhes delegaram a tarefa de interagir com o Rego, tirando dele o melhor partido.
Ao seguirmos pela nave central da catedral do Rego, o tronco que se banhava no Rego, mais parecia um pastor com o seu cajado deleitando-se, preguiçosamente na poça do Rego, enquanto o seu rebanho - os moinhos - pastavam, há tanto tempo já, pelas origens do Rego.
Em jeito de fiscal fronteiriço, parecia interrogar-nos sobre as nossas intenções: "_ Forasteiros, se vierem por bem, entrem! Sejam bem-vindos!".
A partir daqui, ultrapassámos a fronteira e seguimos.
Ao nos aproximarmos, a primeira reacção foi perceber que este segundo bastião do Rego se dava a conhecer timidamente. Para o vermos melhor, tivemos de descortinar a cabeleira de raízes que o reveste e aconhega.
Que histórias contam as raízes? Quem fez este moinho? Quem o ergueu, juntando pacientemente, como peças de puzzle, as pedras que ali se mantêm?
Bem esperámos as respostas mas, ao invés, demos conta que, se pararmos um pouco e deixarmos o silêncio falar, podemos nitidamente escutar as vozes dos que por ali passaram antes, muito antes... como coros afinados de uma só voz límpida: a da água que, sem pressa, caminha aos pés dos moinhos.
JSR


