Pelo interesse que tem e pelo facto de se relacionar com o universo da arte popular (e também das tradições e costumes) - contexto acarinhado pelo espírito associativo do Tourigo - aqui fica a referência ao ponto de situação do Museu de Arte Popular, um dos mais visitados museus portugueses, pelo menos até 1998, altura em que fechou portas sine die. O respectivo espólio, com cerca de 13 mil objectos organizados por regiões - Minho, Beiras, Trás-os-Montes, Alentejo, Algarves - encontra-se agora empacotado no Museu Nacional de Etnologia mas a polémica anda à solta: o que é que vão colocar no edifício do Museu da Arte Popular, mesmo na frente ribeirinha em Belém (Lisboa)? Para já, está prevista a instalação do Museu Mar da Língua.No entanto, "Raquel Henriques da Silva, historiadora de arte e ex-directora do Instituto Português de Museus (actual Instituto dos Museus e da Conservação), um dos nomes mais destacados da luta em defesa do Museu de Arte Popular, frisa a importância do espólio da instituição: "Tem colecções muito importantes e reflecte a visão da cultura popular. E temos uma nova geração interessada nesta área da cultura quer em termos de trabalho quer em termos expositivos", defende a especialista, para quem só no espaço para que foi criado, junto ao Tejo, o Museu de Arte Popular faz sentido."
Por seu lado, Maria Barthez, investigadora da Universidade Nova, especialista em arte popular, "alerta para o futuro da arte popular: "As pessoas não conhecem o que é a arte popular e o que se está a perder com o fim dos artesãos. Somo um país pequeno, com tanta identidade e variedade. Devíamos estimar mais isso.'"
O Museu de Arte Popular mudou de casa
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Por cá, o Museu continua sem portas abertas e sem o espólio das tradições do Tourigo ou do Rego salvaguardado... vide Vale de Besteiros, Tourigo e Museus.
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