Tourigo, o berço da Touriga Nacional
sexta-feira, 20 de março de 2009
Whishing Tourigo
Em busca da Meimoa perdida, à chegada da Primavera e da Poesia
A aproximação anuncia-se de mansinho. Já podemos perceber a azáfama que, em surdina, faz erguer as cores em cada braço de árvore, a frescura viva em cada riacho, a doçura dos perfumes em cada flor a despontar. É como Poesia feita gente, a cada passo dado. Não é à toa que coincide a chegada da Primavera com a comemoração do dia mundial da Poesia. Então, é afastar as cortinas, talvez cinzas, do Inverno que agora se despede, e mergulhar na Primavera, começando, desde já, por uma incursão ao nosso Reino Maravilhoso, por excelência: o Rego! Não tem percurso oficialmente assinalado mas "deixá-lo". Não são precisas quaisquer tabuletas que nos levem a este paraíso, onde vamos até de olhos fechados!Mas, como a regosfera é um espaço muito fértil, aqui fica a sugestão do Indiana Jones Jr. do Tourigo, na sequência do post "A paciência da Anta":
No reino do Rego também existe uma anta mas nunca se localizou: trata-se do sítio designado de "Meimoa" que normalmente está associado a mamoas, antas ou dólmens. Já agora, para quem pretenda inicar-se nas actividades arqueológicas de prospecção, a Meimoa fica depois da Padaria do Sr. Nelson, próximo do marco géodésico :)
JSR, com crise aguda na veia poética
*
terça-feira, 17 de março de 2009
O ouro preto do Tourigo
A paciência da Anta
Existem muitas por aí. São testemunhas silenciosas das festas do tempo. Ora sozinhas, ora habitadas, confundem-se com as rugas da terra, com o odor das árvores, com as cores das pedras, com as marcas dos caminhos. ... aldeias abandonadas... será? Terão elas alguma vez sido mesmo abandonadas? Impõem-se por si só, como guardiãs destemidas de um tempo e de lugares especiais. E quando as encontramos, não é difícil imaginar a agitação que andou por ali. É só esperar um pouco e aquietar-se. De mansinho, essas memórias vivas, mesmo sem as termos, saem dos esconderijos, como gatos curiosos. Chegam como cicerones irónicos, dando conta do que poderia ser mas não é. Talvez um dia, por força de vontades alheias ou de heranças reabilitadas, elas voltem a ser garridas como esvoaçantes aventais de chita.

Joaquina da Anta
Percurso "Anta de Mazes" (PR4)
Anta de Mazes álbum
*
sexta-feira, 13 de março de 2009
IRS no Rego
A todos os contribuintes do Reino do Rego, aqui fica a sugestão sobre uma possível forma de ajudar as instituições particulares ou de solidariedade social, religiosa ou de utilidade pública reconhecidas pelo Estado, em especial, as que existem no Tourigo.terça-feira, 10 de março de 2009
Na desportiva...
Consta que vai ter mais uma modalidade - o ténis - e, para lá de outras inovações, a edição deste ano dos Jogos inclui um sistema de créditos que visa a aquisição, por parte das colectividades participantes, de materiais e equipamentos desportivos de sua escolha, com vista a optimizar as áreas de sua actividade. O público-alvo é a população dos 7 aos 20 anos. As instituições interessadas (Associações, Clubes, Casas do Povo, Ranchos Folclóricos, IPSS, etc.) devem inscrever-se até 20 de Março. A alvorada oficial dos Jogos é a 3 de Maio e o encerramento a 27 de Junho. Para mais informação, ver em: http://www.cm-tondela.pt/portal/page?_pageid=342,8340504&_dad=portal&_schema=PORTAL. 
sexta-feira, 6 de março de 2009
Que caminho agrícola tomar?
Ora, mas então não é para ajudar os jovens em início de actividade?
Mas, para que se animem os interessados, o apoio previsto será de 260 euros por hectare e por ano, um montante que se junta à ajuda de instalação de cerca de 40 mil euros. Para além destas medidas, existe ainda uma nova linha de crédito de 175 milhões de euros, a aguardar publicação em Diário da República e o subsídio a fundo perdido de 15 milhões de euros para a aquisição de equipamentos, visando a eficiência energética.
quarta-feira, 4 de março de 2009
571: Tourigo2001
Touriga na Linha
A Touriga está na moda, não há dúvida. Para que se registe, as tias e tios da linha de Cascais adoram-na e vale até um artigo sobre ela, cheio de "sal e pimenta".Mais Cascais, Fevereiro 2009: "(...)Assim, socorrendo-nos dos ensinamentos de alguns dos maiores especialistas na matéria, vamos dar-lhe algumas “pistas” sobre aquela que, quase unanimemente, é considerada a maior das castas portuguesas: a Touriga Nacional. (...) Esta casta, que antes era chamada de Touriga Fina, no Douro, e de Tourigo, no Dão, sendo uma casta tradicional destas duas regiões portuguesas, encontra-se hoje espalhada por outras regiões portuguesas e por algumas regiões do chamado Novo Mundo (do vinho), em especial a Austrália (que, como se sabe, também produz em quantidade apreciável vinho fortificado dito do “Porto”, onde tal casta é muito utilizada). Esta casta, que após a crise filóxerica do século dezanove e à necessidade da utilização dos porta-enxertos, se tornou uma casta de produção modesta (hoje melhorada com o recurso à selecção clonal), produz vinhos com uma cor muito concentrada, muito em especial em vinhos jovens. Os vinhos produzidos com a Touriga Nacional têm taninos elevados, mas quase sempre macios. Os aromas da casta fazem lembrar frutos silvestres, muito maduros. Nas suas duas regiões de eleição (o Douro e o Dão), esta casta era utilizada habitualmente em conjugação com outras castas, até porque, com já se referiu, a sua produção é, em geral, muito baixa. Com a moda dos vinhos ditos varietais (de uma só casta), que, em Portugal, surgiu apenas recentemente (embora seja tradicional em algumas regiões vinícolas além fronteiras, como a Borgonha, mais classicamente, e o Novo Mundo, mais modernamente), os vinhos elaborados exclusivamente (ou quase) com a Touriga Nacional passaram a ser reconhecidos, só por ostentarem o nome da casta, como dos melhores do país.
É verdade que muitos destes vinhos produzidos apenas com Touriga Nacional se encontram entre os bons vinhos portugueses, em especial, quanto a nós, no que respeita aos vinhos produzidos na região do Dão com as ditas uvas. Mas também é verdade que nem sempre “Touriga Nacional” é, só por si, sinónimo de qualidade assegurada (embora seja quase sempre sinónimo de preço elevado assegurado). (...) A fama da casta tem sido reconhecida além fronteiras, com autores tão afamados como Jancis Robinson a considerarem a Touriga Nacional como uma casta de “superb quality”. E merecidamente, pois trata-se da que é provavelmente a melhor casta nacional. Citando João Nicolau de Almeida, “trata-se de uma nobre e delicada variedade mas, como tudo o que é fino e elegante, precisa de ser tratada com todos os cuidados.” O vinho produzido com esta casta “bebe-se bem só, é equilibrado e beneficia qualquer lote que entra. É um verdadeiro vinho generoso: tem para si e para dar.” Mais palavras para quê? saltandpepper@maiscascais.com"
terça-feira, 3 de março de 2009
Touriga em maturação

Um tumulto mantido em surdina
Na maturação dos cachos
Desse Tourigo
Embaladas na paciência das folhas
Parras feitas mãos de mãe enternecida
Que em tardes de Verão de silêncio quente
Sabem o fruto que guardam
A quem o adivinha... a quem o sente.
...Mais uma referência, desta feita de 1916, à Touriga Nacional e ao seu berço:
The name Touriga seems to be a modification of Tourigo, a village in Beira Alta, where it seems to have originated.in: The Journal of the Department of Agriculture of Victoria
Por Victoria. Dept. of Agriculture
Edição de Dept. of Agriculture, Victoria., 1916
Original da Universidade de Michigan
