Tourigo, o berço da Touriga Nacional

E se for mesmo verdade? ... estaremos preparados? Para sermos mesmo o berço da touriga nacional? Algum tempo passou desde que lançámos aqui o desafio de propor Tourigo como berço da Touriga Nacional, essa encubadora de taninos dos melhores vinhos nacionais. A ideia ganhou raízes, a início muito circunscritas, para depois "arrepiarem" caminho e lançarem a sua semente por vários sítios do cyberespaço. Porque não é todos os dias que uma freguesia tem como "marca de água" o nome de uma casta como a Touriga Nacional, siga as novidades em Tourigo, berço da Touriga Nacional

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Condomínios e gases

Abril águas mil... com ou sem gás?
Em tempos de crise, nem o gás escapa. Mas aqui recuperamos uma evidência científica (fica sempre bem) atestando que as bebidas gasosas não estão ligadas com a obesidade, numa informação disponibilizada pela ANIRSF - Associação Nacional dos Industriais de Refrigerantes e Sumos de Frutos.
Corpos esbeltos querem-se, então, com leite com gás do Rego. Pela sua saúde!
Mas outra forma de combater a obesidade é por-se em acção... por que motivo? Há tantos. Mas no meio dessa multidão, fica aqui a sugestão do "Condomínio da Terra".
Espreitem:
http://www.earth-condominium.com/pt/

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Tempo feito fermento

É, de novo, renovar.
Silêncio, noite de Aleluia.
Uma nova Luz.
Emergir de um tempo feito fermento, que promete uma renovação desejada, um novo alento.
Sonhos, farra, sorrisos, partilha.
Estar bem.... entre família e amigos, alegria contagiante que seduz.
Votos de uma redentora e boa Páscoa para todos!
Aproveitem todos os pedacinhos de cada um, como que a saborear um delicioso folar!

Como não poderia deixar de ser, aqui fica a receita do
Folar do Rego:
Ingredientes
Ovos de pitas caseiras: 3 por kg de farinha
Açúcar: 250 g por kg de farinha
Água do Rego
Leite de ramalha
50 gr de Manteiga
50 g de Fermento de padeiro
Sal e raspa de limão
Aguardente ou vinho do Porto: 1 colher de sopa
Inspiração q.b.
Força de braços q.b.
Forno de lenha (aconselhado)
Favaios
Queijo da Serra
Compota de pêssego
Confecção:
Bater energicamente o fermento com os ovos, açúcar e manteiga derretida em água (do Rego, entenda-se) e sal e raspa de limão, vinho do Porto ou aguardente.
Misturar tudo muito bem, com jeitinho.
Juntar a farinha com metade de água do Rego (para que o folar fique realmente encorpado) e metade de leite.
Amassar tudo muito bem, tapar com um pano e deixar a levedar 2 horas, ao som de uma música tranquila, para inspirar.
Entretanto, assegure-se que o forno está bem quente (caso seja um forno eléctrico, ligue o forno a 180º, de modo a que esteja bem quente na altura de cozer o folar).
Levar o tabuleiro ao forno, sem antes não esquecer de pincelar o folar com gema de ovo (de pitas caseiras), e deixar cozer por 30 a 40 minutos, até que esteja com uma tonalidade apetitosa.

Sugestão:
Acompanhe com compota de pêssego ou com umas sempre deliciosas fatias de queijo da Serra. Sirva ainda um cálice de Favaios, num brinde renovado entre afilhados e padrinhos!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Novo Rego | obras e ciclovia

Tanto quanto nos foi possível apurar junto da autarquia de Tondela, os moinhos do Rego vão ser recuperados ainda antes do Verão de 2009, a tempo de poder receber condignamente os conterrâneos que nos visitam todos os anos por essa altura.
O Rego será alvo de uma intervenção de fundo, no quadro de um processo de requalificação turística, funcionando como um "pólo" da tradicional zona de lazer do Tourigo. Será ainda apetrechado com as necessárias infra-estruturas, por forma a disponibilizar um circuito de manutenção ao dispor de todos os Touriguenses.

Acresce que será pintado o caminho agrícola de "cor terra", no sentido de o adaptar a uma ciclovia. Esta intervenção contextualiza-se igualmente no quadro da Ecopista do Dão, que futuramente ligará Viseu a Tondela e Santa Comba Dão (com um ramal para Tourigo).

Entendendo-se que o eco-turismo é uma mais-valia para o Tourigo, acreditamos que projectos como estes são bem recebidos por todos.


JSR... a regar

terça-feira, 31 de março de 2009

Manguito das Caldas | Visabeira com posição maioritária

Este título não é dos melhores... Mas de facto, a fábrica que produz faianças, entre outras, do Zé Povinho, foi comprada por conterrâneos das bandas de Viseu.
Pelos menos, as andorinhas desta Primavera trouxeram bons auspícios e a Visabeira lá encontrou motivação e faro para o negócio das faianças e o mais-que-tudo-do-peito, Manuel Pinho, diz que foi um milagre.
Será que assim, para lá das rãs, dos pratos em folhas de couve, o manguito estará assegurado para o futuro?

Faianças das Caldas

JSR

pedaços de Primavera


































sugestões | aldeias históricas; Caramulo e percursos

Depois de inspirados com a incursão ao Vale do Eiro, deixamos aqui uma sugestão para os que têm férias por altura da Páscoa.

Visitar as aldeias históricas de Portugal.

Ou, então, mergulhem nalgumas das aldeias que salpicam o Caramulo aqui tão perto: Cadraço, Malhapão de Cima, Malhapão de Baixo, Jueus, Almofala, Teixo, Valeiroso, Laceiras, Bezerreira, Frágua, Amieira, Pedrógão, Marruge, Mosteirinho, Boi, Varzie­las Valdasna, S. João do Monte, Belazeima, Matadegas, Macieira de Alcoba, Se­lores, Albitelhe, Covelo, Pa­ranho de Arca, Monte Teso, Caselho e Carvalhal da Mulher, etc..
Por onde começar?
Mais info. em
Rotas & Destinos Caramulo
Roteiro Caramulo
Percursos Pedestres da Serra do Caramulo
Percurso pedestre Aldeias do Caramulo
Aldeias Caramulo Fotos
Caramulo Selvagem

Entretanto, podem sempre optar pela biclicleta e ir por aí. Aqui ficam também duas sugestões de percursos.
Bike Track 1 ** Bike track 2

segunda-feira, 30 de março de 2009

Vale do Eiro | A expedição da National Regography ao vale encantado...

A Primavera chega, ora quente ora fresca, nas braçadas de vento que tanto espalham pólen como nuvens.

Aproveitando uma "deixa" num comentário recente, lá andou o JSR por esse Reino Maravilhoso do Rego, desta feita pelas bandas de um Vale de Oiro...em mais uma incursão da National Regography.
O caminho faz-se muito bem, calcando terra que deixa adivinhar outros tempos de maior azáfama, com carros de bois a fazerem destes caminhos um trajecto com horas de ponta...
Todas as hipóteses de percurso a tomar desaguam no mesmo vale encantado.
Aqui, onde as palavras são nada...

Não vimos pepitas desse nobre metal mas encontrámos brilhos de oiro a convidarem-nos a andar por estas bucólicas paragens.












As árvores preparam-se e tudo expectante ondula ao sóm de garraiadas sonoras de pássaros que não páram de conversar. Há pequenas planícies com guardiões extremosos, como a piteira que nos cumprimentou. Ou a formiga que teve prioridade de passagem, tal era o ofício de que tinha sido encarregue. Teria ela também a missão de colorir as flores?










Mas, no meio de tanta harmonia, apareciam às vezes tons mais fortes, como um pinhal de peito feito, pregado à nossa frente. Chegava a ser ameaçador e talvez fosse uma tentativa de floresta negra destas bandas! Não julguem que estamos a exagerar! Entretanto, quase se podia adivinhar um duelo entre pinhais, que avançavam lentamente, de olhos fixos um no outro.








Passando despercebidos, seguimos confiantes até encontrarmos as promessas de bolotas, mel e maçã, risonhas e bem-dispostas. Adiante, desaguava à beira dos nossos olhos um rio camaleão, de cor "pasto verde".










Entretanto, tardando, sempre apareceram. As tourigas! Uma mão cheia delas, como esta que, preguiçosa, pedia ajuda aos nagalhos, feitos pagens, que a seguravam. Talvez uma dúzia de centenas de pés de pacientes videiras que sabem que estão bem protegidas pelo tempo especial que se sente neste vale encantado. É mais quente e mais suave para o embalo das promessas que trazem consigo.










sexta-feira, 20 de março de 2009

Whishing Tourigo

Mais uma referência a Tourigo como berço da Touriga.
Desta feita, num site de turismo "Wishgothere", com base num texto retirado de outro site mas ainda assim incluindo a nossa aldeia nos que tiverem gosto em seguir pela rota do vinho Dão:
Tudo nestas paragens são grandezas”, escreveu José Saramago a propósito da região onde se produz o milenar vinho do Dão. Aqui sente-se a herança dos antigos monges agricultores, que marcaram de forma indelével as construções religiosas, a cultura da vinha e o modo de produzir o precioso néctar. Com a linha da poderosa Serra da Estrela a pontuar o horizonte, o Dão, com os seus Invernos chuvosos e verões quentes e secos, é zona de pequena propriedade, com vegetação exuberante, ar puro e numerosos cursos de águas límpidas correndo sobre berço granítico. (...) Terá sido no Dão, na aldeia de Tourigo, que nasceu aquela que é por muitos considerada a rainha das castas tintas portuguesas: a Touriga Nacional.

Pena é que no site da região de turismo Dão-Lafões não haja nenhuma referência a Tourigo...

Em busca da Meimoa perdida, à chegada da Primavera e da Poesia

A aproximação anuncia-se de mansinho. Já podemos perceber a azáfama que, em surdina, faz erguer as cores em cada braço de árvore, a frescura viva em cada riacho, a doçura dos perfumes em cada flor a despontar. É como Poesia feita gente, a cada passo dado. Não é à toa que coincide a chegada da Primavera com a comemoração do dia mundial da Poesia. Então, é afastar as cortinas, talvez cinzas, do Inverno que agora se despede, e mergulhar na Primavera, começando, desde já, por uma incursão ao nosso Reino Maravilhoso, por excelência: o Rego! Não tem percurso oficialmente assinalado mas "deixá-lo". Não são precisas quaisquer tabuletas que nos levem a este paraíso, onde vamos até de olhos fechados!
Mas, como a regosfera é um espaço muito fértil, aqui fica a sugestão do Indiana Jones Jr. do Tourigo, na sequência do post "A paciência da Anta":
No reino do Rego também existe uma anta mas nunca se localizou: trata-se do sítio designado de "Meimoa" que normalmente está associado a mamoas, antas ou dólmens. Já agora, para quem pretenda inicar-se nas actividades arqueológicas de prospecção, a Meimoa fica depois da Padaria do Sr. Nelson, próximo do marco géodésico :)

JSR, com crise aguda na veia poética
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