Tanto quanto nos foi possível apurar junto da autarquia de Tondela, os moinhos do Rego vão ser recuperados ainda antes do Verão de 2009, a tempo de poder receber condignamente os conterrâneos que nos visitam todos os anos por essa altura. 
Tanto quanto nos foi possível apurar junto da autarquia de Tondela, os moinhos do Rego vão ser recuperados ainda antes do Verão de 2009, a tempo de poder receber condignamente os conterrâneos que nos visitam todos os anos por essa altura. 
Este título não é dos melhores... Mas de facto, a fábrica que produz faianças, entre outras, do Zé Povinho, foi comprada por conterrâneos das bandas de Viseu. JSR
Depois de inspirados com a incursão ao Vale do Eiro, deixamos aqui uma sugestão para os que têm férias por altura da Páscoa.
Cadraço, Malhapão de Cima, Malhapão de Baixo, Jueus, Almofala, Teixo, Valeiroso, Laceiras, Bezerreira, Frágua, Amieira, Pedrógão, Marruge, Mosteirinho, Boi, Varzielas Valdasna, S. João do Monte, Belazeima, Matadegas, Macieira de Alcoba, Selores, Albitelhe, Covelo, Paranho de Arca, Monte Teso, Caselho e Carvalhal da Mulher, etc..
A Primavera chega, ora quente ora fresca, nas braçadas de vento que tanto espalham pólen como nuvens.
As árvores preparam-se e tudo expectante ondula ao sóm de garraiadas sonoras de pássaros que não páram de conversar. Há pequenas planícies com guardiões extremosos, como a piteira que nos cumprimentou. Ou a formiga que teve prioridade de passagem, tal era o ofício de que tinha sido encarregue. Teria ela também a missão de colorir as flores?
Mas, no meio de tanta harmonia, apareciam às vezes tons mais fortes, como um pinhal de peito feito, pregado à nossa frente. Chegava a ser ameaçador e talvez fosse uma tentativa de floresta negra destas bandas! Não julguem que estamos a exagerar! Entretanto, quase se podia adivinhar um duelo entre pinhais, que avançavam lentamente, de olhos fixos um no outro. 

Passando despercebidos, seguimos confiantes até encontrarmos as promessas de bolotas, mel e maçã, risonhas e bem-dispostas. Adiante, desaguava à beira dos nossos olhos um rio camaleão, de cor "pasto verde".


Entretanto, tardando, sempre apareceram. As tourigas! Uma mão cheia delas, como esta que, preguiçosa, pedia ajuda aos nagalhos, feitos pagens, que a seguravam. Talvez uma dúzia de centenas de pés de pacientes videiras que sabem que estão bem protegidas pelo tempo especial que se sente neste vale encantado. É mais quente e mais suave para o embalo das promessas que trazem consigo.
A aproximação anuncia-se de mansinho. Já podemos perceber a azáfama que, em surdina, faz erguer as cores em cada braço de árvore, a frescura viva em cada riacho, a doçura dos perfumes em cada flor a despontar. É como Poesia feita gente, a cada passo dado. Não é à toa que coincide a chegada da Primavera com a comemoração do dia mundial da Poesia. Então, é afastar as cortinas, talvez cinzas, do Inverno que agora se despede, e mergulhar na Primavera, começando, desde já, por uma incursão ao nosso Reino Maravilhoso, por excelência: o Rego! Não tem percurso oficialmente assinalado mas "deixá-lo". Não são precisas quaisquer tabuletas que nos levem a este paraíso, onde vamos até de olhos fechados!
Existem muitas por aí. São testemunhas silenciosas das festas do tempo. Ora sozinhas, ora habitadas, confundem-se com as rugas da terra, com o odor das árvores, com as cores das pedras, com as marcas dos caminhos. 
A todos os contribuintes do Reino do Rego, aqui fica a sugestão sobre uma possível forma de ajudar as instituições particulares ou de solidariedade social, religiosa ou de utilidade pública reconhecidas pelo Estado, em especial, as que existem no Tourigo.