Tourigo, o berço da Touriga Nacional

E se for mesmo verdade? ... estaremos preparados? Para sermos mesmo o berço da touriga nacional? Algum tempo passou desde que lançámos aqui o desafio de propor Tourigo como berço da Touriga Nacional, essa encubadora de taninos dos melhores vinhos nacionais. A ideia ganhou raízes, a início muito circunscritas, para depois "arrepiarem" caminho e lançarem a sua semente por vários sítios do cyberespaço. Porque não é todos os dias que uma freguesia tem como "marca de água" o nome de uma casta como a Touriga Nacional, siga as novidades em Tourigo, berço da Touriga Nacional

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Estradas de Portugal e o Rego

Na sequência das recentes notícias sobre a passagem das Estradas de Portugal de empresa de Entidade Pública Empresarial (EPE) a sociedade anónima, a Agência Rego anuncia que estão em curso negociações para a incluir como parte interessada no processo de privatização das Estradas de Portugal. Desta forma, a Agência Rego visa fazer parte das entidades que participam no capital das Estradas de Portugal, SA, comungando do espírito de, entre outros objectivos identificados pela Estradas de Portugal, projectar vias ambientalmente sustendadas.

Por outro lado, estas negociações prendem-se igualmente com a concretização da parceria entre as Estradas de Portugal e a Agência Rego no sentido de vir a ser atribuída à Agência Rego a concessão do exclusivo, por 100 anos (ao contrário dos 75 anos de exclusivo atribuído à Estradas de Portugal na concessão da rede rodoviária nacional), da identificação e preservação de caminhos, trilhos, caminhitos e demais acessos pedestres e hipoteticamente de criaturas várias (chibitas, borREGOsitos, etc.) na área do Rego. Esta "parceria" é comummente identificada pelo código "EH PA" (lê-se da mesma forma que o gelado): "Estradas de Hoje e Património de Amanhã".

JSR

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Expedição às origens do Rego: Parte III

Na senda da primeira expedição National Regography, cabe dar a conhecer o segundo moinho regoniano.

Fomos encontrar este moinho num estado bem diferente do primeiro, que já tinha sido alvo de cimento e tijolos.


A sensação que se tem é que, ao entrar neste reino maravilhoso do Rego, estamos a entrar numa catedral natural e a nave central é feita deste corredor de verde bosque, que nos guia até aos fiéis guardadores do Rego.

Os moinhos são hoje as silenciosas testemunhas de quem entra no berço do Rego. Protegem-no, acompanham-no. Mesmo presos ao tempo, a sua presença é prova de muitas tropelias, aventuras e conquistas dos que os construiram e lhes delegaram a tarefa de interagir com o Rego, tirando dele o melhor partido.



Ao seguirmos pela nave central da catedral do Rego, o tronco que se banhava no Rego, mais parecia um pastor com o seu cajado deleitando-se, preguiçosamente na poça do Rego, enquanto o seu rebanho - os moinhos - pastavam, há tanto tempo já, pelas origens do Rego.

Em jeito de fiscal fronteiriço, parecia interrogar-nos sobre as nossas intenções: "_ Forasteiros, se vierem por bem, entrem! Sejam bem-vindos!".

A partir daqui, ultrapassámos a fronteira e seguimos.

Ao nos aproximarmos, a primeira reacção foi perceber que este segundo bastião do Rego se dava a conhecer timidamente. Para o vermos melhor, tivemos de descortinar a cabeleira de raízes que o reveste e aconhega.

Que histórias contam as raízes? Quem fez este moinho? Quem o ergueu, juntando pacientemente, como peças de puzzle, as pedras que ali se mantêm?

Bem esperámos as respostas mas, ao invés, demos conta que, se pararmos um pouco e deixarmos o silêncio falar, podemos nitidamente escutar as vozes dos que por ali passaram antes, muito antes... como coros afinados de uma só voz límpida: a da água que, sem pressa, caminha aos pés dos moinhos.

JSR

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

São Martinho e o Rego

O próximo domingo, 11 de Novembro, é dia de São Martinho!
Segundo informação avançada pela Agência Rego, confirma-se as previsões meteorológicas de bom tempo e boa disposição, por acção do anticiclone do Rego.
As castanhas, de delícias tamanhas, e a jeropiga marcam o mote destes dias.

Esta é uma data muito importante e, estabelecendo um paralelismo entre o Rego e São Martinho, poderíamos ter a seguinte imagem: mendigos todos nós somos de uma riqueza ímpar como a água do Rego e este, qual soldado formoso, não se coíbe de partilhar o seu melhor bem, o que se comprova pelos talhadouros existentes.
JSR

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Parabéns Confraria

Comemora-se hoje o primeiro mês da Confraria do Rego!
Os festejos decorrem a partir de hoje e sempre que o espírito regoniano boémio quiser.
Após as negociações levadas a cabo pela Agência Rego, foram muitas as entidades e empresas que se quiseram associar ao evento. Destaca-se o lançamento de uma edição limitada de néctar de cevada - sob a marca Rego's Bohemia - e duas partidas da Liga dos Campeões, cujos suportes de imagem foram devidamente adaptados pela UEFA.
Aqui ficam os desejos de que o Benfica e o Porto saiam vencedores dos jogos de hoje.
A todos o nosso bem-haja e votos para que novas iniciativas como estas multipliquem o saudável convívio e espírito regoniano!

JSR

sábado, 3 de novembro de 2007

Novo aeroporto....

A CIP – Confederação da Indústria Portuguesa apresentou recentemente um estudo sobre a localização “Alcochete” para a construção de um novo aeroporto internacional.
O documento diz que se o novo aeroporto for construído em Alcochete, o Estado poupará três mil milhões de euros.
A CIR – Confrarias Internacionais dos Regos também irá apresentar o seu estudo, tendo como base a localização do novo aeroporto na zona do Rego.
Este estudo está a ser elaborado por técnicos altamente reconhecidos nesta matéria e, embora a investigação ainda esteja em fase embrionária, podemos desde já adiantar que existirá uma poupança para o Estado na ordem dos seis mil milhões de euros ou mais.
Segundo o estudo, ao optar pela localização do aeroporto na margem esquerda do Rego, a necessidade de construção de novas pontes ou túneis não se coloca, ao contrário de Alcochete. Existe agora, como todos sabem, uma estrada paralela ao Rego, que com ligeiras beneficiações permitiria servir a futura infra-estrutura.
O problema já seria maior, se o estudo, por motivos ambientais, apontasse para a margem direita do Rego. Embora existam travessias sobre a Ribeira da Marruge, quer na estrada Nacional 228, quer a montante, que permitiriam na mesma poupar nestes artigos, em relação a Alcochete o cofre do Estado, o problema seriam as acessibilidades na localidade Pousadas, pois aí as estradas necessitariam de obras de enorme volume incomportáveis e dificilmente tornariam esta opção competitiva.
JSR

Façam o favor de serem gulosos...




Para prato principal, temos:


Chanfana à Moda do Rego.





Ingredientes:


- Carne de carneiro velho (Experiente para sermos mais “diplomáticos” com o animal…)
- Vinho tinto, de preferência com castas há muito implantadas na região, tais como: “Jaen”, “Maria Gomes”, “Baga” e claro está “Touriga Nacional” (curiosamente, era até há poucos anos conhecida no Tourigo por "Preto Mortágua").
- Louro, (Laurus nobilis) podemos encontrar a montante do Rego algumas árvores de pequeno porte, que fazem parte da paisagem narrada de forma excepcional pela nossa “confrade” PN)
- Colorau (o bom, era aquele que se vendia a avulso no Sr. Zé Filipe, embalado em pequenos cones de papel!)
- Alho, tal como o fiel amigo “tuga” bacalhau, a chanfana também o quer…
- Salsa, servirá de mote à dança que se irá realizar mais tarde no forno.
- Sal, o cristal que não dispensamos em nenhum tempero da nossa alimentação.
- Piri-Piri, uma vagem ou duas de “gindungo” é suficiente para “dinamitar” a carne do velho carneiro.

Preparação:
Após agarrar o carneiro, tarefa que não é nada fácil, o animal é abatido, esfolado e esventrado (de preferência por essa ordem).
Em seguida, a carcaça é “desmanchada” em pequenos pedaços, disformes mas de tamanho mais ou menos regular, com recurso a lâminas e cutelos bem afiados para não “amarfanhar” a carne.
Posteriormente, a carne é colocada carinhosamente numa padela de barro preto de Molelos - terra dos arqui-rivais futebolísticos de outros tempos.
Em seguida, são colocados os restantes ingredientes: sal, louro, alho, colorau, salsa e piri-piri, regando-se tudo com vinho numa quantidade suficiente que permita a todos os pedacinhos de carne ensoparem-se no precioso néctar.


A padela é, então, coberta com um pano e levada para um local fora do alcance de gatos e outros carnívoros e fica assim em estágio, durante pelo menos um dia.

Após o estágio começa a “dança” e a carne vai finalmente a assar.
O “palco” escolhido para este “baile” é o forno de lenha. Este local deverá ser bem aquecido com recurso a lenha seca de boa qualidade, que não liberte odores, que prejudiquem a performance dos “dançarinos”.
O calor no forno deverá ser tal que os “dançarinos” se fundam num só, mas sem se queimarem.
Após três horas de verdadeiro “prazer carnal”, finalmente a padela sai do “palco” e vai para os “camarotes”.
À espera dos ilustres dançarinos estão uns velhos amigos: os grelos, as batatas cozidas, a broa de milho e, claro está, o vinho.
Todos juntos vão para a mesa e deleitam-nos com o seu sabor.
PS: O “Biribau” e o “Vinho do Porto de Foz Côa” também já foram ilustres amigos numa determinada mesa!!!
RF

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Expedição às origens do Rego: Parte II

Antes de alcançarmos o tão desejado berço do Rego, percorremos um caminho maravilhoso: as paralelas do Rego.

Os passos que demos foram certos, com calma... um passo a seguir ao outro, num ritmo cadenciado pelo som da água que cumpria o seu curso abstraída da nossa presença. Percebeu logo que íamos em paz e assim consentiu a nossa caminhada, sem interferir connosco.
Os que já conheciam o sítio percorriam o trajecto como se fosse a primeira vez. Brincadeiras, aventuras, cursiosidades tantas vezes já lembradas retornavam outra vez mas com um sabor diferente... renovadas. Os que nunca lá tinham ido, foram de imediato conquistados e cativados como se também eles tivessem vivido as mesmas tropelias. Quem não gosta de regressar ao berço? Não numa perspectiva de mera repetição ou de recusa de avanço. Mas apenas no sentido de uma genuína redescoberta, voltando para seguir mais em frente. De um momento para o outro, todos fomos crianças de novo!
As paralelas do Rego foram, assim, as nossas linhas de orientação. A original e a nova. A mais recente tentando estar à altura da original, esmerando-se no aconchego da água.
... parece que ainda se ouvia água a correr no Rego original. "A água do rio não passa duas vezes no mesmo sitio." Não podemos testar esta afirmação mas, pelo menos, tivemos certeza que no Rego original correm, constantemente, as lembranças e as certezas de que foi ele e os seus braços - esses talhadouros virtuosos e bem-feitores - que alimentaram o Tourigo. Agora, como sinal do tempo, o Rego original aceitou camuflar-se pela vegetação verdejante tão própria deste micro-clima. Esta não o esconde. Só os mais distraídos podem pensar assim. Se estivermos atentos, a cada passo pode espreitar uma surpresa...



E também aqui o Rego nos deu uma prenda. No meio dos fetos, da multidão de ervas e de outros "verdes", eis que a nossa atenção ficou presa pelo toque inesperado de um milagre. Uma flor, pequenina e calma, segredou-nos, em silêncio, que éramos bem-vindos. Só nos pediu que não as esquecessemos. O seu nome... "Forget me not".
JSR

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Expedição às origens do Rego: Parte I

Expedição 28.10.07

Paisagens recônditas, sons mágicos, luzes e sombras entroncadas numa deliciosa dança. Parece que nada foi premeditado mas a Natureza manifesta todo o seu esplendor naquilo que suspeitamos ser um acaso... apenas se estivermos distraídos.
Aceitámos o convite e a Natureza levou-nos pela mão, como crianças curiosas e confiantes, às origens do Rego.
A expedição contou com a presença de vários confrades e da precisosa ajuda e sabedoria de ilustres autóctones. Reunidos todos os equipamentos necessários à navegação e orientação e assegurados os mapas, os transportes e a boa-disposição, a expedição fez-se ao caminho, crente que iria ao encontro de uma experiência única. O que está documentado nas fotos e vídeo não se compara às tatuagens maravilhosas que ficaram registadas, com delicadeza, nas retinas e no coração de cada um.

O sol jogou um pouco às escondidas, tacteando a nossa vontade e espreitando aqui e acolá só para nos aguçar mais a determinação em seguir em frente. Foi o que fizemos, sem medo e presos à calma e à paz com que cada folha, pedra, gota de água nos cumprimentava, com um sorriso malandro.
À medida que os nossos passos moldavam, tranquilamente, o manto de folhas que o berço do Rego preparou, especialmente, para a nossa expedição, fomo-nos apercebendo da riqueza e beleza daquele lugar.
Seria possível cruzarmo-nos, a qualquer momento, com um nativo esquivo ou, então, poderiamos estar a ser observados por olhares que se confundiam no verde da vegetação, deixando-nos confusos.

O grupo seguiu até que encontrou o berço do Rego. Ali, ele próprio. O sítio onde o Rego começou a ser talhado, como escultura moldada em pedra meiga.Para lá, esperava-nos a conquista do vale... que vale sempre a pena!
O berço do Rego












De repente, demos conta do primeiro moinho. Destruído, acabado, esventrado. ...
A expedição seguiu, sem o delírio de D. Quixote mas com a frescura própria dos que, sem medo, se afeiçoam ao Rego.

Certo é que, quando entrámos naquele vale (quase desfiladeiro) ficámos com a ideia de uma frase perdida: "Talvez a vida seja como à saída de uma caverna: não sabemos se foi sonho ou realidade."
Mas esta "caverna" existe e as sombras nela não são ilusões. O caminho até lá espera, paciente, os nossos passos...
Amanhã, a continuação da expedição.
JSR

O berço do Rego

Regófilos,
aqui está o primeiro vídeo da expedição da National Regography ao berço do Rego.

Data: 28.10.07
Hora: 16:30
Temperatura: 18º-20º
Humidade: 80%
Vento: ----

Regonário e Regoterapia

Após os contactos entre João sem Rego (JSR) e os observadores internacionais a propósito da inclusão da rampa do Rego no calendário automobilístico internacional de 2007, eis que surgem provas concretas do que Vladimir Putin veio fazer a Portugal. Num dos anteriores posts o assunto foi abordado, dando conta do interesse do Sr. dos Urais na utilização do rego para transporte de gás (sem leite), com vista a aproveitar o percurso via Marruge, cujo potencial geoestratégico é sobejamente reconhecido.
Em concreto, a visita de Putin ao Oceanário - que muitos pensaram ter sido por mera curiosidade - tratou-se de mais uma aproximação de Putin ao Rego, desta feita com uma proposta que se pode resumir nos seguintes termos. Em troca da utilização do rego para o transporte de gás, JSR confirma que Putin se compromete:
1. a contribuir para a construção do chamado Regonário (a este propósito, foi visitar as instalações do Oceanário, como ponto de comparação);
2. a investir na investigação das espécies (fauna e flora) originárias deste micro-clima específico, e, por último,
3. está disposto a estabelecer uma parceria de estudo e recuperação dos moínhos do leito do Rego, com fins quer estratégico-militares (os já referidos registos da base naval do rego) quer termais (regoterapia).

Atendendo ao crescente interesse face ao Rego, é incontornável a publicação das primeiras imagens da expedição feita a cargo de peritos do National Regography:

Reportagem 28.10.07, Tourigo, Temperatura: 20º, Humidade: 80%

A rampa do Rego









O Rego












O habitat do Rego